segunda-feira, 5 de novembro de 2012

SAMU

Postem aqui o relatório da visita ao SAMU.

Grande abraço e boa sorte neste final de período!

Ana Débora

52 comentários:

  1. O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) realiza atendimentos de urgência e emergência que contribuem para salvar muitas vidas, diminuir o tempo de internação e evitar seqüelas dos pacientes. Além de atender às solicitações de socorro, o SAMU também elabora um perfil epidemiológico das urgências do estado, com a finalidade de saber quais localidades tem maior necessidade. Também são realizadas políticas de prevenção para que se diminua a necessidade do atendimento de emergência. Sergipe é pioneiro no SAMU e tem otimizado o serviço com a análise das melhores rotas e vem estudando a possibilidade do uso de GPS.
    O trabalho do SAMU também depende de outras redes assistenciais de saúde. Um atendimento ruim na rede básica repercute também no SAMU. Às vezes, pacientes não graves que não são atendidos na baixa complexidade recorrem ao serviço de urgência. Isto faz com que se perca tempo precioso no atendimento de quem realmente precisa daquele serviço.
    Ao ligar para o SAMU, a pessoa é atendida por um TARM (telefonista auxiliar de regulação médica), que deve colher dados gerais sobre a solicitação (o local e a queixa, por exemplo), ou encerrar a ligação no caso de um trote ou numa situação que seja evidente que não é necessário o serviço do SAMU. O SAMU recebe em torno de 17 mil chamadas por mês. Desta, 7 mil são trotes (aproximadamente 40%). A ligação passa para um radio operador e é encerrada por um médico regulador, que colhe os dados clínicos da emergência e orienta o médico intervencionista (que vai para o local da emergência) e a equipe de socorristas. A ligação deve durar poucos segundos.
    A solicitação é dividida em nível de risco: alto risco (vermelho), médio risco (amarelo), baixo risco (verde) e risco indefinível (azul). A depender do risco e da localidade, pode ser enviada uma USB (unidade de saúde básica), uma USA (unidade de saúde avançada), uma motolância (no início houve receio na utilização de motos pelo risco do próprio socorrista se acidentar, mas após alguns estudos verificou-se que elas são de grande utilidade e possibilitam que o socorrista ganhe tempo no atendimento) ou um helicóptero (para localidades no interior que estão distantes de qualquer serviço de emergência).
    Apesar das muitas críticas que são feitas ao SAMU (de que as ambulâncias chegam bastante atrasadas ou de que o serviço é mal feito), o seu serviço é muito importante e ajuda a oferecer um atendimento rápido que pode salvar muitas vidas.

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  2. RODRIGO GUIMARÃES AMARAL

    No dia 26 de outubro de 2012 fizemos uma visita ao SAMU localizado na Rua Sergipe, Bairro Siqueira Campos, no anexo ao CEMAR(Centro de Especialidades Médicas de Sergipe) em Aracaju. Lá conhecemos a estrutura física da instituição, como ocorre a regulação e como é o interior de uma viatura de pronto atendimento.
    O SAMU(Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) não é apenas um serviço de transporte de pacientes para os hospitais. Ao contrário do que muitos pensam, ele é responsável não só pelo transporte de pacientes graves, mas também pela regulação dos atendimentos de urgência, pelo atendimento móvel de urgência e pelas transferências inter-hospitalares de pacientes graves. Assim, ele é o grande responsável pela regulação fluxo de entrada e saída de pacientes do sistema único de saúde (SUS).
    A Central de Regulação Médica do SAMU é composta por TARM(telefonista auxiliar de regulação médica), radio operador e médico regulador. Primeiramente, a ligação é atendida pelo TARM, logo depois é encaminhada para o radio operador e finalmente é concluída pelo médico regulador. O médico regulador, é o responsável por captar os dados clínicos e através deles fazer a triagem entre aqueles casos de maior ou menor urgência. Com base nisso o médico regulador escolhe qual o tipo de viatura-USA ou USB- mais adequado para encaminhar para cada ocasião. É interessante ressaltar que todas as ligações direcionadas ao SAMU são atendidas pela central de regulação em Aracaju, mesmo que a ligação tenha origem do interior do estado. Uma grande dificuldade enfrentada atualmente, é o grande número de trotes recebidos, chegando a 40% de todas as ligações. Para combater esse problema, o SAMU tem um sistema no qual os números dos telefones de origem dos trotes são gravados e na próxima vez que ele ligar o próprio sistema bloqueia a ligação.
    O SAMU segue a ideia da regionalização. Nessa concepção, as viaturas ficam distribuídas em pontos estratégicos em todo o estado, para que o atendimento móvel de urgência seja realizado no menor tempo hábil possível. Assim, o SAMU faz a cobertura de atendimento móvel de urgência de todo o estado.
    Além de conhecer a estrutura física e o trabalho da regulação médica, entramos numa viatura de USA(Unidade de Saúde Avançada) e o palestrante nos mostrou os equipamentos e materiais e como eles são guardados dentro da viatura. É importante ressaltar que os profissionais plantonistas daquela viatura devem, ao retornar do chamado, repor todos os materiais utilizados, para que nunca falte nenhum material para o bom atendimento de urgência.
    A visita ao SAMU foi, portanto, uma das mais interessantes e proveitosas, já que nos mostrou como acontece a regulação de todo serviço móvel de urgência do estado, e principalmente como é o trabalho do médico regulador, cargo que poderemos ocupar num futuro próximo.

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  3. A turma de Saúde Coletiva 3 da UFS foi à visita ao SAMU no dia 26 de outubro de 2012 com o objetivo de aprofundar os conhecimentos sobre o mesmo e ver como o atendimento funciona na prática. Recepcionados pelo enfermeiro Roni, tivemos uma explanação sobre o serviço interno e externo, além de que podemos observar a estrutura física do local, presenciar o atendimento médico e observar a parte interna da ambulância.
    O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) realiza atendimento de urgência e emergência em qualquer lugar, seja nas ruas, nas estradas, em casa, em locais de trabalho. Além disso, pode orientar pessoas, através do telefone, a fazer o primeiro atendimento ou mesmo, a procurar uma unidade básica de saúde próxima.
    O serviço conta com a participação de diversos profissionais a começar com os atendentes de telefone, os quais filtram as ligações e passam-na ao médico posteriormente; médicos, como já mencionado; enfermeiros; técnico/auxiliar de enfermagem; e os socorristas; estagiários entre outros que trabalham no serviço interno. Para se ter acesso ao serviço basta discar 192 de qualquer telefone (mesmo celular), a ligação é gratuita. A ligação será atendida por técnicos que identificará a gravidade da situação e encaminhará ou não a ligação ao médico. Este irá orientar, como já dito, as primeiras ações e, de acordo com a necessidade, enviará uma ambulância ao local para fazer o serviço. A ambulância consta de 1 médico, 1 enfermeiro, 1 técnico em enfermagem e 1 socorrista e, às vezes, de um estagiário. Dentro da ambulância há todo o material necessário para o primeiro atendimento ao paciente pré-hospitalar e, em seguida, o material é reposto para que nunca falte nada durante o atendimento. Em caso de acidente com múltiplas vítimas, uma ambulância é encaminhada para ver a situação real e organizar o atendimento chamando outras ambulâncias, entretanto, sem poder ajudar as vítimas de imediato. Para otimizar o atendimento no caso de congestionamento, pode-se enviar as motolâncias (geralmente duas) com o socorrista para fazer o atendimento inicial, e então aguardam a ambulância chegar para transportar a vítima.
    O atendimento ocorre 24h por dia e atende as ocorrências de natureza traumática, clínica, pediátrica, gineco-obstétrica, cirúrgica e de saúde mental da população. Presenciamos o médico atender duas ocorrências clínicas e duas traumáticas, sendo que a uma delas não foi enviada a ambulância.
    O SAMU é muito mais do que ambulâncias buscando vítimas, ele funciona com vários profissionais tentando otimizar o tempo de atendimento às vítimas e enviando o serviço apenas a quem realmente precisa, estando assim contribuindo de forma indireta aos atendimentos hospitalares e de postos de saúde, evitando filas desnecessárias nesses locais. Esse serviço já diminuiu o número de óbito, o tempo de internação em hospitais e as sequelas decorrentes da falta de socorro. É muito importante que se faça o uso desse serviço conscientemente, evitando passar trote, os quais chegam a ser em torno de 17 mil por mês, ou pedindo o serviço sem a real necessidade.

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  4. CAIO MENEZES M. DE MENDONÇA
    Em 26 de outubro de 2012, visitamos a base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), localizada no Bairro Siqueira Campos, Aracaju-SE. Recepcionados pelo Coordenador do Núcleo de Educação Permanente (NEP), fomos apresentados ao funcionamento do serviço, com destaque para a Central de Regulação Médica. Lá, vimos que o SAMU é muito mais que o atendimento prestado através das ambulâncias.
    O SAMU tem como função fazer os atendimentos de urgência e emergência in-locu, realizar o transporte inter-hospitalar no estado, servindo como regulador do fluxo hospitalar do sistema de saúde, 24 horas por dia. Além de regulador do fluxo, o SAMU serve de parâmetro de qualidade do SUS, com estatísticas de atendimento por região do estado e municípios.
    A Central de Regulação Médica é, por excelência, o “coração” do SAMU. É aonde as ligações chegam e as decisões operacionais sobre o atendimento são tomadas. A Regulação é composta por um leque de profissionais, englobando o Telefonista Auxiliar de Regulação Médica (TARM – é quem atende as ligações, preenche as fichas e envia as informações a serem reguladas), médico regulador (é quem se utiliza das informações passadas pelo TARM e coleta as informações específicas do caso com a pessoa que solicitou ajuda, fazendo a triagem dos casos e tomando as decisões sobre qual prioridade e condição de atendimento será ofertada) e rádio operador (que faz a comunicação com as ambulâncias e hospitais).
    Um problema recorrente encontrado pelo SAMU é a grande quantidade trotes recebida (mais de 15.000 ligações por mês no Estado de Sergipe), o que só contribui para dificultar a prestação de serviço.
    O funcionamento do SAMU baseia-se na distribuição por região. Em Sergipe, a Central de Regulação Médica situa-se no Bairro Siqueira Campos, em Aracaju, e várias ambulâncias situam-se em pontos estratégicos localizados em todo o estado, visando atingir o tempo de ouro do atendimento, aumentando a eficácia do serviço.
    Conhecemos, ainda, uma ambulância USA (Unidade de Saúde Avançada) e seus componentes essenciais, como equipamentos e medicamentos (sempre revisados e repostos ao final de um atendimento, quando, então, a viatura volta para a base onde está locada).
    Para mim, a visita ao SAMU foi a mais interessante de todas que tive a oportunidade de fazer durante a disciplina de Saúde Coletiva III. Fiquei com a ideia do quão importante e essencial para o funcionamento do Sistema de Saúde o SAMU é e quão complexo é seu funcionamento operacional.

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  5. André Luiz Lima de Melo

    No dia 01 de novembro de 2012, parte da turma da disciplina de Saúde Coletiva III visitou, sob orientação da Professora Dra. Ana Débora, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU-192), situado à Rua Sergipe, no bairro Siqueira Campos. O encontro, essencialmente, serviu para conhecermos a estruturação e o funcionamento do referido serviço. Ele tem como finalidade prestar socorro à população em casos de urgência e emergência de natureza clínica, psiquiátrica, cirúrgica, traumática, obstétrica e ginecológica durante 24 horas por dia, realizando o transporte da vítima com acompanhamento de profissionais da saúde até o nível hospitalar do sistema, reduzindo, dessa forma, o número de óbitos, o tempo de internação em hospitais e as eventuais sequelas decorrentes da falta de socorro precoce. Logo no início da visita, recebemos algumas informações gerais a respeito do SAMU e, inclusive, tivemos a oportunidade de analisar alguns casos clínicos que nos fizeram perceber o quanto é difícil e delicada a tomada de decisões por parte da equipe de regulação.
    Em seguida, fomos conduzidos até às unidades móveis a fim de recebermos instruções sobre a finalidade de cada uma delas. A primeira foi a motolância. A moto a serviço do SAMU-192 é pilotada por um técnico de enfermagem e tem a possibilidade de chegar mais rápido aos atendimentos de urgência em localidades onde o fluxo de trânsito é muito intenso ou em territórios de difícil acesso onde as ambulâncias muitas vezes não conseguem passar com facilidade. A Motolância antecede a chegada da ambulância de suporte avançado para adiantar o atendimento e estabilizar a vítima, promovendo um socorro rápido e a diminuição do tempo-resposta, o que interfere muito na vida que está sendo socorrida, pois quanto mais rápido chegar, menor serão as possibilidades de óbitos e sequelas mais agravantes. Já as Unidades de Suporte Básico (USB), contam, basicamente, com técnicos de enfermagem, além de possuírem medicamentos, rede de oxigênio, prancha longa para imobilização da coluna, colares cervicais, cilindro de O2, talas de imobilização de fraturas e ressuscitador manual adulto e infantil (ambu). No caso das Unidades de Suporte Avançado (USA), a equipe é mais especializada, contando, fundamentalmente, com médico e enfermeiro. Cada USA tem no mínimo: uma incubadora para transporte, um aspirador cirúrgico para ambulância, um respirador a volume, um monitor multiparâmetros, um oxímetro digital e bomba de infusão para seringas, além de todo o material para imobilização e medicamentos de cuidados intensivos.
    Finalmente, conhecemos o setor de regulação. A chamada telefônica deve ser realizada através do número 192. Inicialmente, o solicitante manterá contato com o telefonista auxiliar de regulação médica, responsável por colher as informações iniciais. Logo em seguida, a ligação é transferida para o médico-regulador que continuará o diálogo. Após esta fase, o regulador poderá tomar todas as decisões necessárias como cancelamento do pedido (se não for pertinente), orientação, liberação de equipes de suporte básico e/ou suporte avançado de vida. Infelizmente, cerca de 40% das chamadas são, na realidade, trotes. O trote é extremamente prejudicial às atividades do SAMU. Além de causar muitos transtornos às equipes, ocasiona desgaste desnecessário das ambulâncias e dos profissionais, aumentos das despesas para manter o serviço em funcionamento e atrasos nos atendimentos reais, o que pode contribuir para o agravamento da doença do paciente e até mesmo ocasionar sua morte.
    Essa foi mais uma visita de grande importância, senão indispensável, à nossa formação médica. Pode-se dizer que todas elas contribuíram para nossa conscientização a respeito da atuação dos profissionais de saúde junto à sociedade, sendo que este ciclo de vivências que se encerra nos impulsiona para um novo aprofundamento da prática médica a serviço da saúde pública.

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  6. KAÍQUE ANDRÉ DO NASCIMENTO GOIS
    Na nossa visita ao SAMU localizada no Bairro Siqueira Campos, nesta capital, fomos recepcionados pelo coordenador do NEP, o enfermeiro Roni, o qual nos explicou o verdadeiro significado do SAMU e fez questão de realçar que a Central é o “coração” do SAMU, e as ambulâncias que todos conhecem é uma ferramenta da Central a qual é sinal de erro ou falha no sistema de prevenção que lá é implantado.
    Essa afirmação acima é baseada no fato do SAMU realizar além do atendimento de urgência e emergência nas ruas, realizar também o atendimento primário por telefone pelos reguladores do sistema é indispensável para avaliar e resolver o problema do paciente na hora ou encaminhá-lo a unidade de saúde mais próxima.
    A parte da Regulação do SAMU é composta por diferentes profissionais como os TARMS que são os telefonistas que fazem o cadastro e enviam as informações aos MÉDICOS REGULADORES, que de posse dessas informações fazem o atendimento clínico, fazem a triagem e definem o envio ou não de uma viatura(USA ou USB). O RÁDIO OPERADOR é aquele que faz a comunicação direta com as ambulâncias.
    A visita ao SAMU foi para mim, a mais proveitosa pois tivemos a oportunidade de conhecer todo o sistema de regulação, ver como trabalha o médico regulador, o qual lida com vários problemas sendo o maior deles o trote que chegam a absurdos 17 mil por mês, e além deles existe a confusão da população em achar que as viaturas são táxi para quem não pode pagar a passagem até a unidade de saúde. Devido aos trotes , o sistema possui mecanismos de marcar aqueles números que sempre passam trote, dessa maneira “minimizando” o problema.
    O SAMU é muito mais que ambulâncias que levam vítimas aos hospitais, ele, em sua essência é composto por vários profissionais que buscam o melhor funcionamento operacional.

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  7. Diogo Ramon Santos
    No dia 1º de novembro de 2012 foi realizada a quarta e última visita do ciclo prático da disciplina Saúde Coletiva 3.
    Esta visita foi feita no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), localizado na Rua Sergipe, no bairro Siqueira Campos.
    Inicialmente tivemos uma pequena palestra sobre os principais pontos que norteiam a ‘filosofia’ do SAMU. O SAMU, antes de tudo, não é apenas uma equipe e ambulância, é muito mais que isso.
    O SAMU é um dos pilares da rede de atenção às urgências que, além de atender propriamente às urgências, também participa do processo de regulação médica, ordenando o ‘curso’ de pacientes, da transferência de pacientes graves (mostrando que o SAMU não é apenas atendimento ‘de rua’) e da remoção assistida (com equipe assistencial treinada).
    O Serviço funcionando adequadamente regula a entrada e saída de pacientes do sistema de saúde, encaminha melhor os recursos para os sistemas de maior necessidade, além de mostrar que nem sempre o melhor atendimento é o com ambulância.
    O telefone para o SAMU não só aqui, mas para qualquer lugar no Brasil que tenha atendimento móvel de urgência é o 192. A partir do momento que alguém liga para o SAMU atende inicialmente uma pessoa que irá preencher uma ficha com dados do paciente (nome, número do telefone, atendimento, desistência, etc.), colocando inclusive sinais e sintomas e após isso tentar classificar o paciente num nível de risco e urgência. Logo depois esse caso é passado para um médico regulador que irá analisar o caso com maior criticidade e decidir o que enviar, se for enviar algum tipo unidade móvel, e depois para onde levar de acordo com a evolução do paciente que é feita através de comunicação via rádio entre os que foram até o local e o médico que está na regulação. Lembrando que quem sempre decide para onde a ambulância irá levar o paciente é o médico regulador que está na base do Siqueira Campos, nunca o condutor da ambulância nem um possível médico que também esteja no local.
    Após a análise do médico, o caso é repassado para um ‘orientador’ que irá se comunicar diretamente com as ambulâncias exigindo a necessidade de alguma em determinado local além de necessidades externas como bombeiro, polícia militar, polícia florestal, etc.
    Foi nos falado também da questão de trotes que, infelizmente, ainda é um número muito grande no estado e que acaba atrapalhando o trabalho de atendimento. O sistema que é utilizado já existe um layout que demonstra se aquele número já passou algum trote antes, indicando assim a possibilidade de um novo.
    O SAMU possui 36 bases descentralizadas, distribuídas geocentricamente para uma chegada mais rápida da ambulância independentemente do local onde ocorra o caso. Existem 75 viaturas atualmente no estado de Sergipe, entretanto elas não são espalhadas em todos os municípios, pois não seria viável nem inteligente por parte do serviço.
    Explicaram-nos também sobre a necessidade de anotar tudo, inclusive pontos de referência do local, porque, apesar de às vezes o condutor não saber onde fica com essas valiosas informações o povo local saberá informar onde é.
    Logo depois nos mostraram as viaturas:
    • Motolância: Com técnico de enfermagem ou enfermeiro, com objetivo de chegar mais rápido. Possui DEA (Desfibrilador automático), Ambu, máscara de O2, etc.
    • USB (Unidade de Suporte Básico): Com técnico de enfermagem e condutor, além de possuir equipamentos necessários para um atendimento básico.
    • USA (Unidade de Suporte Avançado): Uma UTI móvel que é tripulado com médico, enfermeiro mais técnico de enfermagem além do condutor. Possui desfibrilador, bomba de infusão, medicamentos para uma possível RCP, etc. Encaminhado apenas para pacientes mais graves.
    Em Aracaju são disponibilizadas 10 ambulâncias (7 USB e 3 USA) sendo que 1 USB e 1 USA ficam no Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE).

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    1. Continuação...
      Foi de extrema importância essa visita para nós como estudantes de medicina, pois nos mostrou a dinâmica de que como funciona um serviço de urgência, que não é apenas uma ambulância, de como é todo o processo desde a ligação até a chegada da viatura (tempo ouro) e o encaminhamento para um hospital ou unidade de pronto atendimento melhor e mais viável para aquele paciente naquele momento, além de, é claro, a importância fundamental que é salvar vidas.
      Antes de encerrar e enfermeira nos falou de uma campanha também que o SAMU está promovendo com o intuito de conscientizar a população de como o sistema funciona, pois ficou comprovado que grande parte não sabe. Além da mensagem de promoção de campanhas para evitar que a população faça trotes. Pois além de estar gerando gastos com deslocamento de ambulância, recursos humanos (recursos estes que estão saindo do bolso de todos e seriam desperdiçados), poderia deixar de salvar a vida de alguém que realmente estivesse com um caso sério necessitando de uma viatura naquele momento.

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  8. Elaborar um sistema que ofereça um serviço atendimento móvel de urgência com eficiência não é uma tarefa fácil. Ao visitar o SAMU localizado no Bairro Siqueira Campos, pudemos notar como é complexa sua rede de atendimento no sentido de garantir suporte aos que realmente necessitam.
    Apesar de parecer ser simples, regular e disponibilizar serviço de atendimento móvel de urgência é uma tarefa que exige atenção, experiência e cautela. Pois, são inúmeros os casos de solicitação desse serviço, sendo uns mais graves, outros menos graves e muitos que nem necessita de serviço de urgência, isso sem contar com os trotes [quase 15.000 por mês em Sergipe]. Mas como lidar com cada um dos que buscam esse serviço? Quais as maneiras de tornar o SAMU mais eficiente? Essas questões devem está sempre presentes na mente dos reguladores [afinal os recursos são limitados e dependem desses profissionais para alcança os melhores fins]. Esse pensamento nutre os médicos reguladores e o fazem adotarem uma postura mais fria e voltada para o coletivo tornando o sistema mais eficiente à medida que trata cada solicitante analisando sua prioridade aos recursos, filtrando os casos menos graves em que não há necessidade do serviço e quando possível rastreando trotes.
    No sentido de organização o SAMU conta com a participação de inúmeros profissionais que atuam na Central de Regulação Médica ou na prestação de socorro como: Telefonistas, que fazem as anotações iniciais do atendimento (como endereço, nome da vítima e do solicitante, motivo informal), médico regulador (que faz o atendimento inicial pelo telefone orientando ao solicitante tomar algumas atitudes preliminares, analisa se há necessidade do envio imediato da ambulância ou não, faz contato com os hospitais que receberam as vítimas e com a equipe de socorro enviada ao local), além de médicos intervencionistas, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, socorristas. Como suporte material conta com USA (Unidade de Saúde Avançada), USB (Unidade de Saúde Básica) e com motolândias que estão em fase de teste, todos esses recursos distribuídos de forma regionalizada e estratégica no intuito de diminuir o tempo necessário para a chegada ao local do atendimento e para o transporte para o centro médico especializado.
    Fica claro, desse modo, o quão complexo é esse sistema de atendimento que se faz desde a solicitação até a chegada do paciente em um centro especializado. Para isso, existe a necessidade de um arsenal tanto humano como material no intuito de maximizar o atendimento dos pacientes graves e que necessitam imediatamente de intervenção médica. [Uma observação é a necessidade de conscientização da população para melhoria do serviço, nesse sentido, uma das medidas adotadas é a campanha AMIGO DO SAMU].

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  9. Mayne Batista Fontes Santos

    Na última quinta-feira, 01 de novembro de 2012, visitamos o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Essa visita teve como grande resultado o esclarecimento acerca do funcionamento desse setor da saúde e sedimentar que, segundo o enfermeiro que nos acompanhou, “o SAMU não é apenas uma equipe e uma ambulância”. O SAMU surgiu, na verdade, com o intuito não só de atender as urgências das ruas, mas também como necessidade de mudar a realidade da superlotação intrahospitalar. Este serviço é um dos pilares da rede de atenção às urgências, juntamente com outros serviços; caso qualquer pilar dessa rede seja afetado, todo o sistema sofrerá. O SAMU tem como diferenciais o atendimento de urgências, a regulação médica (para a ordenação do curso e a estratificação do risco de cada ocorrência), a remoção assistida (com equipe assistencial treinada) e a transferência de pacientes graves. Para que o SAMU funcione de maneira adequada, muitos requisitos devem ser seguidos como, por exemplo: regulação da entrada e da saída de pacientes do sistema de saúde, a redução dos agravos de saúde, encaminhamento de melhores recursos para situações de maior necessidade e compreensão de que nem sempre o melhor atendimento é com ambulância. Dessa forma, a depender da gravidade da ocorrência e da necessidade de recursos, as medidas resolutivas podem ser : orientação, envio de USB (Unidade de Suporte Básico), USA (Unidade de Suporte Avançado), envio de Motolância. Para ter acesso ao serviço, qualquer pessoa, de qualquer lugar do país pode recorrer ao telefone gratuito 192. Numa dinâmica ordenada, população/servidores da saúde/Polícia/Corpo de Bombeiros podem discar o 192 e buscar o socorro do SAMU. O primeiro contato será com o TARM (Telefonista Auxiliar de Regulação Médica), que estratificará o risco da ocorrência e construirá uma ficha com os dados do paciente. Em seguida, a ligação será passada para o médico regulador (que já recebe a ficha do paciente) e este decidirá qual será a medida resolutiva (orientação, USB, USA ou Motolância). Caso a medida seja o envio de uma unidade móvel, o médico regulador enviará a ordem ao rádio operador. Numa atividade apresentada pelo enfermeiro que nos acompanhou, pudemos perceber quão difícil é a regulação e a estratificação de risco das ocorrências e, por isso, a importância de valorizar a queixa, o tom da voz e a informação do paciente. Depois da conversa com o enfermeiro, conhecemos as instalações de onde são recebidas as ligações e, às instruções de um TARM, foram-nos explicados os passos a seguir desde o recebimento da ligação. Dessa forma, pudemos ver que informações constam na ficha do paciente feita pelo TARM, como nome e telefone do solicitante, motivo/queixa da ligação e tipo do atendimento. É importante ressaltar que, caso a ligação seja efetuada de um telefone restrito, esta será prontamente classificada como trote. Além disso, a queixa que constará na ficha do paciente será a 1ª informação dada para evitar distorções por parte do solicitante. Tem-se, ainda, o dado “apelido da ocorrência” para facilitar a vinculação da ocorrência com o atendimento do rádio operador, no caso de duas ocorrências iguais ou no mesmo lugar.
    Atualmente, há 36 bases descentralizadas e distribuídas geocentricamente, de maneira a facilitar o fácil acesso da viatura até o local da ocorrência. As ocorrências são identificadas utilizando-se cores, sendo que o vermelho é para as ocorrências que necessitam de USA, o amarelo é para as ocorrências de média complexidade que necessitam de USB, o verde é para as ocorrências de baixa complexidade que necessitam de USB , o azul para as ocorrências indefiníveis e o preto para as ocorrências presas no sistema ou que necessitam apenas de uma orientação médica. Em seguida, conhecemos as Unidades de Suporte Básico, Avançado e a Motolância.

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  10. Mayne Batista Fontes Santos (continuação)

    A Motolância tem como grande objetivo o rápido acesso aos locais das ocorrências, principalmente no trânsito congestionado ao qual estamos habituados, e, pilotada por um Técnico de Enfermagem ou Enfermeiro, traz consigo equipamentos como o DEA. A USB é tripulada por um condutor, um enfermeiro e um técnico de enfermagem e é destinada a ocorrências de baixa e média complexidade. A USA é tripulada por um condutor, um médico, um enfermeiro e um técnico de enfermagem e é destinada às ocorrências de alta complexidade. Deve-se lembrar que, apesar de não ter um médico na sua tripulação, a USB está, a todo tempo, em contato com o médico regulador que troca informações com a Unidade de Suporte e que faz a evolução do caso, registrando todas as informações na ficha do paciente já presente no sistema do serviço. Cada vez que uma equipe assume o plantão, é imprescindível a execução do Checklist para a verificação dos equipamentos da unidade e para a reposição dos materiais usados, garantindo que esta mesma unidade esteja pronta para uma nova ocorrência. Foi frisada a importância de se compreender que o trabalho no SAMU deve ser um trabalho em equipe e que, dessa maneira, se baseie única e exclusivamente no bom e eficiente atendimento à população, sem espaço para clima de competitividade na equipe. Na capital, há 3 USA(s) (sendo que 1 fica no HUSE) e 7 USB(s) (sendo que 1 fica no HUSE). Finalmente, foi-nos apresentado o projeto “Amigos do SAMU”, que tem como principais metas a conscientização da população quanto ao verdadeiro funcionamento do serviço e, principalmente, reduzir os registros de trotes, sendo que de 17 mil ligações recebidas, 7 mil são registradas como trote – uma triste realidade que, por pura infantilidade, só traz gastos desnecessários de materiais, desgaste de toda uma equipe assistencial e, pior: tira a oportunidade de tratamento de uma pessoa que, de fato, está necessitando do serviço de atendimento de urgência. Dessa forma, essa visita foi realmente enriquecedora e fundamental para o entendimento do funcionamento desse sistema que é, angelicalmente, responsável pela devolução de vidas.

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  11. No dia 01 de novembro, fizemos uma visita à unidade do Samu no bairro Siqueira Campos. Fomos recebidos pelo gerente que nos explicou como funciona o serviço de atendimento móvel de urgência do estado de Sergipe, em seguida, fizemos uma visita técnica para conhecer o centro de regulação e as ambulâncias. O samu é um serviço que visa atender as necessidades de atenção hospitalar nas ruas e no domicílio. No entanto, o samu não deve ser a primeira escolha se for possível o acesso à assistência e se for possível aguardar uma consulta no posto de saúde. Quanto maior a prevenção, melhor funciona o Samu, pois fica reservado para casos mais urgentes, na impossibilidade de outra forma de atendimento, no deslocamento de pacientes graves de um hospital para outro. É responsável por monitorar o sistema de saúde a partir do fluxo de pacientes, entrada e saída, nos hospitais, por diminuir os agravos e aumentar a sobrevida. O centro de regulação é composto por um TRAM que é um telefonista treinado que faz o registro inicial da ocorrência (localização, idade, queixa principal) e se necessário direciona o caso para o médico regulador. A depender do caso, o médico atua dando uma orientação ou enviando uma unidade móvel que pode ser uma USA (recursos e equipe avançados) ou uma USB (recursos e equipe básicos). A regulação é uma tarefa difícil, pois frequentemente as pessoas não são capazes de dar informações suficientes ou relatam de forma exagerada a situação ou passam trotes, o que dificulta a identificação de uma urgência real. Por isso, a necessidade de profissionais experientes e qualificados que consigam perceber os detalhes que diferenciam um paciente que realmente precisa de ajuda e daqueles que podem esperar um pouco mais. No centro de regulação pudemos ter acesso as fichas de preenchimento quando se aciona o Samu. Nessa ficha constam algumas informações como: motivo ou queixa; nome do solicitante; tipo de ocorrência que recebe uma classificação de cor entre grave/vermelho, moderada/amarelo, leve/verde e não identificado/azul; endereço; o telefone que fica imediatamente gravado no sistema, etc. Todo o decorrer da ocorrência deve ser registrado. No estado de Sergipe são 36 bases distribuídas geocentricamente para cobrir os 75 municípios. Há às vezes necessidade de atuação do corpo de bombeiros ou da polícia. Alguns dados: Os acidentes com motocicletas são mais comuns entre 10h e 14h e de 20% a 30% estão relacionados a consumo de álcool e/ou drogas. Na visita aos meios de transporte pudemos conhecer as motolâncias e seu equipamento resumido, mas eficiente para casos menos complexos. Esse meio de transporte tem a grande vantagem de ser mais rápido que os demais e a desvantagem de não poder deslocar o paciente se preciso. A USA e a USB diferem quanto os equipamentos: a USA é uma UTI móvel e contem, por exemplo, ventiladores mecânicos e outros recursos mais sofisticados para casos mais graves. Já a USB tem o equipamento para o atendimento básico. É importante para os profissionais que trabalham nas ambulâncias fazer sempre um check list antes de atender uma ocorrência para que não falte material. O projeto amigos do SAMU visa diminuir a quantidade de trotes que atualmente é de 40% porque prejudica a equipe e a assistência a quem realmente precisa.

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  12. LUANNA OLIVEIRA MELO
    Ao visitar o SAMU, pude notar a dimensão e a eficiência que este sistema preza, sempre com o compromisso de salvar vidas.
    Percebi, com a bela e breve explicação do enfermeiro responsável, que o SAMU faz parte de uma rede de atenção as urgências, de onde também estão incluídos serviços, como o de prevenção e vigilância, atenção básica, UPAS 24h, atenção hospitalar e domiciliar, entre outros. Sendo que todos esses pilares estão intimamente vinculados, e quanto melhor os serviços prestados, menos prejuízos para a saúde da população e mais garantia de qualidade de vida.
    Dentre várias atribuições do SAMU, as que merecem destaque são:
    • Atendimento as urgências
    • Remoção assistida
    • Transferência de pacientes graves
    • Encaminha o paciente priorizando a gravidade das solicitações
    • Diminui os agravos a saúde
    • Regulação médica, etc...
    Ao deparar-se com a necessidade do uso desse sistema, nota-se que existe uma rede extremamente organizada para a prestação do serviço. Com a ligação ao 192, o cidadão é primeiramente atendido pelo TARM( telefonista auxiliar de regulação médica) sendo suas atribuições vinculadas ao preenchimento da ficha, colhendo assim as primeiras informações, como o local do acidente, motivo da ligação, queixa, a primeira impressão do ocorrido, e outras coisas mais... A partir daí a ligação é encaminhada para o médico regulador, que poderá fazer desde uma simples orientação até a ordem do deslocamento do socorro até o local, é o médico regulador que traçará o destino do paciente de acordo com as informações dadas do estado da(s) vítimas. Caso haja a necessidade de socorro no local, o radio operador recebe a demanda do médico já definido qual atendimento móvel terá que prestar assistência ( USA ou USB).Os trotes é uma realidade muito inconveniente para esses sistema, sendo que de 20.000 ligações ao mês em todo estado, uma faixa de 7.000 são trotes, tornando o atendimento menos eficiente por deixar de prestar assistência a quem realmente precisa.
    A unidade móvel conta com, motolâncias( sempre em dupla- prestação dos primeiros socorros), as USB (Unidades de Suporte Básico- EM SERGIPE são 7) atendem aos casos de menor complexidade e contam com equipamento básico de suporte à vida, as USA( Unidades de Suporte Avançado ou UTIs móveis- EM SERGIPE são 3) estando equipadas com o Sistema Tele-Eletrocardiografia Digital, tecnologia de ponta que ajuda a salvar vítimas de doenças cardiovasculares graves, como infarto e arritmia, dentre outros.
    A contribuição que o SAMU presta a população, está de parabéns, ao visitar este estabelecimento pude perceber o trabalho lindo e humanitário que eles prestam e a vontade de cada vez mais está garantindo para a vida de milhares de pessoas, o direito a saúde e a qualidade de vida!

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  13. Carla Maria Valadares Melo

    No dia 26 de outubro de 2012, visitamos como parte das atividades da disciplina Saúde Coletiva 3, o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) situado no bairro Siqueira Campos, na cidade de Aracaju- SE. Lá pudemos ver e entender o funcionamento do mesmo, inicialmente com uma explicação do coordenador do NEP (Núcleo de Educação Permanente), o enfermeiro Roni.
    Na visita pudemos ver que o SAMU faz parte de uma rede, que todo o serviço de saúde está interligado, que o atendimento prestado na Unidade Básica repercute no SAMU, no serviço de urgência, que os serviços de pequena, média e alta complexidade estão interligados. Que um menor número de ambulâncias nas ruas, de saídas de USA (Unidade de Suporte Avançado) são bons indicativos que essa rede de serviços está funcionando bem.
    Vimos que o SAMU funciona da seguinte maneira:
    A ligação é primeiramente atendida pelo TARM (Telefonista Auxiliar de Regulação Médica), profissional de nível médio que faz curso de regulação médica. Ele preenche alguns dados gerais sobre a ligação, como queixa, solicitante, endereço, pontos de referencia. Mas não dá diagnóstico, não encerra a ligação.
    Depois o TARM encaminha essa ficha para o médico regulador, que vai conversar com o paciente ou solicitante e vai definir o tipo de resposta, que pode ser uma orientação (indicar que o paciente marque uma consulta na unidade básica de saúde mais próxima, ou indicar uma medicação, por exemplo) ou enviar uma USB (Unidade de Suporte Básico), uma USA(Unidade de Suporte Avançado) ou uma motolância, a depender do caso.
    Caso a resposta seja o envio de uma unidade de suporte móvel, o médico regulador envia a ordem ao rádio operador, que sabe quais ambulâncias estão disponíveis, onde elas estão localizadas, quais estão mais próximas da ocorrência, podendo realizar um remanejamento das unidades, o que é importante para ter menor tempo resposta. O rádio operador passa então o caso para equipes de suporte básico ou avançado, essa transmissão é feita via rádio ou telefone.
    No local a equipe entra em contato com médico regulador para saber quais medidas tomar, e para onde encaminhar o paciente. Todas as medidas terapêuticas são pactuadas com medico regulador.
    Na visita foi possível perceber o quanto é difícil o trabalho do médico regulador, o quanto é complicado por telefone classificar a gravidade do quadro que o paciente apresenta e que tipo de atendimento ele necessita. Além disso, vimos que é importante que a população tenha consciência da importância do serviço e só o utilize quando necessário, evitando os trotes que ainda são muito frequentes. Por isso foi criado o Projeto Amigo do SAMU, para ir às escolas ensinar às crianças como acionar o SAMU, a não passar trote, porque o trote atrapalha muito o serviço.
    Vimos também o interior de uma unidade móvel e pudemos perceber as dificuldades enfrentadas para prestar um atendimento médico de qualidade num local adverso. Além disso, para ter uma diminuição no tempo resposta, o que é muito importante no atendimento, vem se buscando uma descentralização do serviço, espalhando as bases pela capital e principais cidades do interior.

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  14. Michelle Araújo Siqueira


    A visita à base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), situada no Bairro Siqueira Campos, Aracaju-SE foi realizada no dia 26 de novembro. Chegando lá fomos recebidos pelo Coordenador do Núcleo de Educação Permanente (NEP), o qual nos forneceu informações sobre o funcionamento do serviço na Base Central de Regulação do SAMU. A primeira ideia desmistificada com a visita foi que o SAMU vai muito além da equipe de intervenção ao atendimento de urgência, ou seja, equipe que sai para as ocorrências quando o atendimento é solicitado. O SAMU é também um observatório do sistema de saúde, pois ele informa sobre a prevalência de ocorrências em determinadas regiões. Por exemplo: se um certo bairro solicita vários chamados para atender pacientes com crises hipertensivas, isso indica que naquela região existe uma falha na atenção básica. As chamadas ao SAMU denunciam também a presença ou ausência do profissional na unidade de saúde, pois caso o paciente chegue ao hospital e o especialista não se encontre, o paciente será transferido. O SAMU serve também para nortear a necessidade de especialistas no hospital, a depender da demanda.
    Vale ressaltar que o atendimento realizado pelo SAMU inclui o atendimento efetuado pela equipe que sai na ambulância ou motolância, mas também pode ser efetuado pelo telefone. O atendimento pelo telefone faz diminuir o número de ambulâncias nas ruas e também é útil, pois disponibiliza mais ambulâncias para casos mais graves.
    O fluxo do chamado da ocorrência acontece da seguinte forma: O telefonista auxiliar de regulação médica (TARM) atende a ligação, preenche a ficha com os dados pessoais da vítima e então encaminha a ligação para o médico regulador, o qual vai tentar captar informações sobre o quadro clínico do paciente e, então enviar a ambulância de acordo com a necessidade (estratificação e classificação de risco). Entendemos que o fato da ligação passar primeiro pelo TARM, aumenta o tempo para a realização do atendimento efetivo, mas entendemos, também, que isto é necessário visto que dentre 17 mil chamados/mês, 7mil deles são trotes.
    A Unidade Nacional de Urgência atende pelo número 192. Sabemos que Sergipe possui a maior concentração de ambulância nesta Base que visitamos, mas a ideia é que haja uma descentralização para cidades do interior do Estado. Temos em Sergipe 42 USB e 14 USA.
    Esta visita foi bastante enriquecedora no quesito conhecimento da Regulação do SAMU, mas ao mesmo tempo muito frustrante. Minha frustração aconteceu quando presenciei o atendimento da ocorrência pelo médico regulador. Acreditava que o médico procurava saber detalhes sobre o incidente que levou ao chamado do SAMU, mas o que acontece é que ele colhe, somente, a queixa principal. A meu ver, isso não é suficiente para que ele tenha uma visão do doente, ou seja, não consegue “imaginar” a real gravidade que o paciente se encontra. Se isso acontecer, então ele poderá não priorizar o chamado, podendo colocar a vida do paciente em risco.

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  15. LUANA COSTA NASCIMENTO

    O SAMU faz parte de uma rede de atenção às urgências formada pelas ABS, salas de estabilização,SAMUs, UPAS 24h, atenção hospitalar e atenção domiciliar. O SAMU é o complemento pré-hospitalar móvel desse sistema de atendimento e tem como funções:
    • Atendendimento a urgências;
    • Regulação médica;
    • Transferência de pacientes graves;
    • Regulação da entrada e saída de pacientes graves do sistema de saúde;
    • Outros...
    O acesso ao SAMU é gratuito através do telefone 192, para todo o Brasil, e se dá da seguinte forma: primeiro o TARM (telefonista auxiliar de regulação médica) recebe a chamada da população, serviços de saúde, polícia, bombeiros... e preenche a ficha com nome, localização e queixa, depois a ligação é repassada para o médico regulador junto com a ficha que vai fazer a avaliação do caso e decidir se o caso é de somente orientação ou se é um caso em que há necessidade do envio da unidade móvel. No caso da unidade, o médico repassa para o radio operador que desloca a unidade solicitada,USB ou USA.
    A USB é uma unidade mais simples que conta com um motorista socorrista e um técnico de enfermagem, atende ocorrencias mais simples. Aracaju dispõe de 8 USBs.
    Já a USA é uma unidade de suporte avançado melhor equipada, que conta com um motorista socorrista, um técnico de enfermagem, um médico e um enfermeiro. Atende ocorrências mais delicadas com PCRs, colisões com politraumatizados.....
    Atualmente os SAMUs ainda contam com as motolâncias que facilitam o transporte e agilizam a chegada do auxilio médico, mas elas não agem sozinhas por não haver condições de transporte dos pacientes, elas apenas chegam antes das UBS ou USAs.
    O serviço do SAMU é de excelente qualidade mas apresenta problemas como a intensa quantidade de trotes que prejudicam o trabalho das equipes. Um trabalho de educação da população torna-se necessário.

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  16. DÉBORA RIBEIRO MENDONÇA

    A rede de saúde possui pilares que a sustentam e que são responsáveis pela promoção, prevenção e vigilância à saúde, são eles: atenção básica em saúde, salas de estabilização, SAMU 192, Força nacional do SUS, UPAs 24 horas, atenção hospitalar e atenção domiciliar. É importante que todos funcionem simultaneamente.
    O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel Unificado) foi criado para mudar a realidade dos hospitais brasileiros superlotados e sem organização, e como todo serviço, possui leis que o regulamentam. Os objetivos do SAMU são: atender às urgências, fazer regulação médica, remoção assistida de pacientes politraumatizados que precisam ser deslocados para um serviço mais complexo, fazer transferência de pacientes graves que precisam fazer exames em outras unidades, avaliar e definir o melhor tratamento e encaminhar para seus melhores recursos conforme a necessidade. Quanto mais funcionante aqueles pilares, mais o sistema dá certo. Se houver mais atendimentos na rua e mais emergência, significa que algum dos pilares quebrou, ou seja, não houve prevenção adequada.
    O SAMU funciona da seguinte forma: a pessoa liga gratuitamente para o 192, o TARM (telefonista auxiliar da regulação médica) atende e faz a regulação, preenche uma ficha com a queixa do paciente e pega dados do mesmo, em seguida passa para o médico regulador, que faz a orientação dependendo do caso. O médico manda o usuário ir para uma rede de atendimento ou fazer algum procedimento, se houver necessidade de mandar o usuário para atendimento de urgência, o médico manda para o rádio regulador, para que este envie a ambulância.
    Dependendo da ocorrência, o regulador poderá enviar ou uma USA(Unidade de Serviço Avançado) ou uma USB(Unidade de Serviço Básico). A USA é composta por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e condutor e é usada no caso de pacientes mais graves. Possui equipamentos mais avançados, que são padronizados e sempre localizados no mesmo local, como bombas de infusão e desfibrilador. Possui também mochilas padronizadas, que são utilizadas pela equipe e divididas como as de medicação e as de via aérea. A cada início de plantão é feito o check-list para certificar-se que nenhum medicamento ou equipamento está faltando. As medicações controladas ficam lacradas, quando são prescritas, o médico avisa ao almoxarifado para que seja reposta. A USB é composta pelo condutor e o técnico de enfermagem, tem menos equipamentos e é utilizada para pacientes menos complicados, sem risco de vida no momento. Além das ambulâncias, o SAMU conta com a Motolândia, que é conduzida por um técnico de enfermagem treinado e possui equipamentos de primeiros socorros. Elas têem ajudado muito, pois acessa rapidamente o local do acidente e vão adiantando os primeiros procedimentos enquanto a ambulância não chega. Algumas delas ficam posicionadas em postos estratégicos na cidade. Conta com a dificuldade de encontrar um profissional treinado e que saiba conduzir a moto.
    O SAMU possui um serviço muito eficiente, porém conta com algumas dificuldades, pois a demanda é grande e as pessoas reclamam, porque não entendem que possui uma lista de prioridades para atendimento, onde os pacientes são classificados segundo a gravidade em vermelho(mais graves), amarelo(intermediário), verde(menos graves). E um grande problema são os trotes, que ainda possui um número bastante elevado e tem causado bastante transtorno, pois estressa a equipe, gasta medicação e perde tempo, enquanto podia estar atendendo alguém. Por isso, o SAMU está pra lançar um projeto, Amigos do SAMU, com o objetivo de esclarecer a população sobre seu funcionamento e conscientizá-la a combater o trote.

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  17. Filipe Emanuel Fonseca Menezes

    Relatorio visita ao centro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU, de Aracaju. Fomos orientados e apresentados pela Profª Ana Débora e o coordenador do Núcleo de Educação Permanente do serviço;
    Ele falou inicialmente sobre o conceito e a importância do SAMU como atendimento integral e integrado ao serviço do Sistema de Saúde. O SAMU tem imensa importância no atendimento dos pacientes de diversos tipos, transporte e cuidado. O serviço recebe em torno de quinze mil ligações por mês, destas em torno de 40% são trotes, o que demonstra a necessidade de conscientização da população para a importância do serviço e contra os trotes.
    O SAMU funciona como uma rede que envolve todo o estado de Sergipe, com bases estratégicas em determinadas cidades e participação conjunta de toda a rede de atenção de saúde do SUS, desde as UBSs até os hospitais terciários. Há o gerenciamento de todos os recursos do SUS, de acordo com seus princípios, dou ênfase a equidade e integralidade, muito pontuados nessa e nas outras visitas.
    O SAMU integra diversos profissionais de saúde e geral. Na central de regulação, onde são atendida as ligações, inicialmente é feita uma triagem e coleta de dados básicos (nome, endereço, queixa básica, etc) pelo TARM - Telefonista auxiliar da regulação médica. Em seguida, caso necessário (pois muitos são trotes), a ligação é passada ao médico regulador, esse analisará cada caso, colhendo todos os dados necessários, avaliando a situação, se necessário passando até mesmo medicação (sim, eles podem fazer isso), e enviando unidades básica ou avançadas do SAMU para o local solicitado. (Ressaltar que SAMU não é somente transporte, é um atendimento integral). Em alguns casos, como horário de pico, pode ser enviada inclusive uma motolância, pois chega mais rápido.
    É importante ressaltar que o trabalho do médico regulador envolve o gerenciamento dos recursos disponíveis, colocando em prática o princípio da equidade e gerenciamento do SUS.
    Em seguida um médico regulador mostrou como é a dinâmica de trabalho no SAMU e na regulação, mais uma vez foi enfatizada a necessidade de saber lidar com os recursos a depender da situação.
    Por fim, nos foi apresentada uma Unidade de Saúde Avançada (Ambulância). Demonstrado os recursos de uma USA, e diferenças pra USB. A importância da organização, preparação e integração multidisciplinar da equipe. A regulação, comunicação, entre as unidades e a central de regulação.
    Foi falado também sobre a falta de profissionais preparados para atuar no SAMU e na emergência/urgência em geral, não há residencias de emergência, e o profissional do SAMU geralmente é o estudante recém-formado, sem muita experiência. Isso tudo atrelado a uma deficiência de várias universidades no ensino da emergência/urgência (como pude perceber durante o congresso brasileiro de educação médica).
    A visita foi muito importante, clarificou como o SAMU funciona, a atuação em rede, integrada ao SUS. Há necessidade de conscientização da população da importância do serviço. Atrelado a isso é preciso a formação de profissionais preparados para trabalhar voltado para o SUS. Uma oportunidade para os estudantes é o estágio do SAMU.

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  18. No SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi falado que problema da atenção básica é o mesmo da urgência, sem entender essa relação não tem como melhorar o atendimento dos usuários.
    Quanto menos ambulância na rua indica que há um melhor funcionamento do sistema integrado de saúde.
    Não só o médico tem que ter consciência de suas condutas pra melhor funcionamento da rede de sistemas de saúde, mas também os usuários da rede que devem saber discernir seus sintomas na hora da ligaçãopara o SAMU, eles também devem evitar trotes, solicitando o SAMU somente quando nescessário. Todo médico deve saber a relação de atendimento desde a unidade básica de saúde até a unidade avançada para melhorar funcionamento do SUS.
    Cerca de 17mil ligações por mês são feitas para o SAMU, sendo 7 mil destas são trotes.
    O atedimento do SAMU funciona:
    1) TARM(telefonista auxiliar de regulaçao médica) - preenche dados gerais sobre a solicitação;
    2) depois passa todas as ligações exceto os trotes para o médico regulador;
    3) o médico regulador pode orientar da necessidade ou não do envio do SAMU; ele recebe informaçõescom nome da vítima, do que se trata, o endereço e a idade. Na conversa decide se vai mandar ambulância e o tipo desta, após seleciona o risco presumido e manda as informações pro RO.
    4) o Radio Operador verifica posição de ambulâncias e envia a mais próxima, regula tempo de resposta, envio/atendimento/transporte.
    Médico que atende as ligações não são os que vão na USA e antes de qualquer ação do médico da USA, este tem que passar as informações e consultar o médico regulador. O médico regulador toma as decisões no atendimento e local de envio do atendimento, decisões médicas junto a equipe da USB e da USA com o médico.
    No atendimento a equipe que atende envia os dados do atendimento pro regulador. O MR é o unico autorizado a medicar por telefone. Com o tempo, esse médico aprende a definir a importância dada aos sintomas pela pessoa que ligou, se são exagerados ou verdadeiros.
    O SAMU em Aracaju foi o pioneiro no Brasil e é um dos mais avançados.
    Estado tem 14 USA(completa: O2, desfibrilador, diversos materiais de urgência) e 42 USB.
    Trabalho em equipe no atendimento é essencial, para isso, médicos e enfermeiros tem que checar antestodo material.
    O cenário e a repercursão social é importante na decisão do envio de viatura, mesmo em determinadas situações que normalmente não seriam necessários.
    O SAMU liga diariamente para os Hospitais do estado para saber os profissionais disponíveis em cadaregião.
    A ideia das ciclovias partiu do SAMU para diminuir os acidentes nas estradas.
    A visita foi bom para intender o funcionamento do sistema de saúde e do SAMU e saber da importancia da atuação do médico em todos os níves do sistema de saúde.

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  19. No dia 1º de novembro de 2012 foi realizada a última visita do ciclo prático da disciplina Saúde Coletiva III.
    E a para fechar com “chave de ouro” fomos ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), localizado na Rua Sergipe, no bairro Siqueira Campos.
    Inicialmente tivemos uma palestra sobre os princípios que norteiam o Samu e a parte que mais me chamou atenção foi a explicação que um Samu de qualidade não significa equipe na rua, não significa ambulância na rua, mas sim um bom atendimento que as vezes consiste apenas em orientação.
    O SAMU é uma das bases da rede de atenção às urgências que, além de atender às urgências, participa do processo de regulação médica, ordenando o deslocamento de pacientes: desde a transferência de pacientes graves até a da remoção assistida (com equipe assistencial treinada).O telefone do SAMU é 192 em todo o Brasil.
    A partir do momento que alguém liga para o SAMU atende inicialmente uma pessoa que irá preencher uma ficha com dados do paciente,colocando inclusive sinais e sintomas e após isso tentar classificar o paciente num nível de risco e urgência. Conhecemos as instalações de onde são recebidas as ligações e, às instruções de um TARM. É feita uma ficha do paciente pelo TARM, com nome e telefone do solicitante, motivo/queixa da ligação e tipo do atendimento. É importante ressaltar que, caso a ligação seja efetuada de um telefone restrito, esta será prontamente classificada como trote e um dos grandes problemas do SAMU é a questão do grande número de trotes. Além disso, a queixa que constará na ficha do paciente será a 1ª informação dada para evitar distorções por parte do solicitante. Tem-se, ainda, o dado “apelido da ocorrência” para facilitar a vinculação da ocorrência com o atendimento do rádio operador, no caso de duas ocorrências iguais ou no mesmo lugar.
    Logo depois do TARM o caso é passado para um médico regulador que irá analisar o caso e decidir o que fazer e se é preciso enviar algum tipo unidade móvel (USA OU USB), e depois para onde levar de acordo com a evolução do paciente que é feita através de comunicação via rádio entre os que foram até o local e o médico que está na regulação. Lembrando que quem sempre decide para onde a ambulância irá levar o paciente é o médico regulador que está na base do Siqueira Campos, nunca o condutor da ambulância nem um possível médico que também esteja no local. É importante citar o uso das com motolândias que estão em fase de teste, que possuem DEA e agilizam o atendimento, tanto por chegaram mais rápido ao local como também avaliar o paciente naquele momento e informar a base se há necessidade de USA , USB ou se o paciente já não precisa de ambulância e apenas de um encaminhamento.Todos esses recursos são distribuídos de forma regionalizada e estratégica no intuito de diminuir o tempo necessário para a chegada ao local do atendimento e para o transporte para o centro médico especializado.
    No estado contamos com 36 bases distribuídas de acordo com a necessidade local. O SAMU é uma das provas que SUS pode sim dar certo , além do fato de em muitas das vezes chegar a ser mais eficiente que o setor privado no que diz respeito a salvar vidas.

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  20. Taianne Machado Nascimento

    No dia 1 de Novembro, encerramos nossas atividades práticas da disciplina Saúde Coletiva conhecendo a central de regulação do SAMU. O SAMU/Aracaju tem como finalidade o atendimento pré hospitalar , propondo um atendimento direto às vítimas no local da ocorrência. Além desse atendimento direto, há a Regulação Médica, que é acessada em caso de urgência e emergência pelo número telefônico 192.
    A princípio fomos atendidos pelo enfermeiro Roni, coordenador do NEP(Núcleo de Educação Permanente) que nos explicou a organização geral do SAMU. O SAMU funciona como uma rede ligando o sistema de saúde dos diversos municípios do Estado. Ele, o coordenador, nos deu exemplos de como é difícil o trabalho nesse setor, já que se deve ter muita sensibilidade e calma para receber as ligações e perceber a gravidade do paciente, mandando a equipe de suporte adequada (ou não) de acordo com a necessidade.
    Tivemos a oportunidade de conhecer também as unidades móveis: as motolâncias, as USBs(Unidades de Suporte Básico) e USAs(Unidades de Suporte Avançado). As motolâncias oferecem um atendimento de suporte básico e conseguem chegar ao local da chamada mais rápido que as outras unidades, passando as informações do ambiente para a central e para as unidades de suporte. Conhecemos uma USA e uma USB por dentro, essas unidades, surpreendentemente, apresentam vários medicamentos e equipamentos que fornecem o melhor atendimento pré-hospitalar possível. Podemos constatar, também, o quanto é complicado o atendimento móvel, já que se deve ter cuidado com a vida e a segurança do paciente, mas também da sua própria vida.
    Na central de regulação aprendemos que a ligação é recebida por um TARM(Telefonista Auxiliar de Regulação Médica) que colhe algumas informações gerais como nome, endereço e solicitante, e depois, encaminha a ligação para um médico regulador. O médico regulador tem a função de colher a queixa principal e de acordo com o caso exposto, indicar uma medida para o paciente(como usar um medicamento ou encaminhá-lo para um posto de saúde) ou enviar uma unidade de suporte básico ou avançado, dependendo do caso. O médico regulador tem uma responsabilidade muito grande, já que tem que definir com uma ligação a gravidade do caso e que medida tomar. Se o médico decidir encaminhar uma unidade móvel de atendimento, ele avisa ao rádio que informa quantas e que tipo de unidades estão disponíveis. Pode parecer muito burocrático, mas tudo isso faz com que o atendimento seja muito rápido.
    Aprendemos durante a visita que um dos grandes problemas da Regulação Médica do SAMU é o número de trotes que o setor recebe, são 17.000 ligações atendidas por mês, porém dessas ligações, 40% são trotes o que dificulta a atuação dos profissionais de saúde e prejudica o atendimento de quem realmente precisa. O SAMU tem um projeto escolar que está em fase inicial e que busca ensinar as pessoas sobre como funciona o atendimento e como os trotes são prejudiciais.
    A visita ao SAMU foi muito enriquecedora, pude perceber que embora esse serviço seja muito criticado pela mídia, ele apresenta um atendimento pré-hospitalar muito eficaz. É necessário conscientizar a população sobre os prejuízos do trote, pois dessa forma, ter-se-ia um serviço de maior qualidade e agilidade.

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  21. Anastácia Soares Vieira

    O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realiza o atendimento de urgência e emergência em residências, vias públicas, vários lugares, sempre tendo preocupação com a segurança da sena.
    O SAMU dispõe de viaturas USA, USB tripuladas por médicos, enfermeiros graduados, técnicos e auxiliares todos treinados com protocolos internacionais aumentando a qualidade de atendimento.
    O SAMU funciona 24 horas por dia com equipes de médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorristas, que atendem várias ocorrências como: traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, obstétrica e psiquiátrica.
    É preciso retirarmos da cabeça que o SAMU é apenas constituído pelas ambulâncias, nele há atendimento a urgências, regulação médica, remoção assistida, transferência de pacientes graves, dentre outros.
    Nem sempre o melhor atendimento é o que a ambulância é enviada, a ambulância a prevenção que não deu certo.
    O SAMU apresenta acesso telefônico gratuito 192. A depender da regulação médica pode ir uma USA ou USB, que são unidade de suporte avançado e unidade de suporte básico, respectivamente. Esse serviço ainda dispõe de motolância, que é mais rápido que a ambulância para chegar na cena e é guiado por um técnico de enfermagem.
    Os pacientes são encaminhados aos hospitais João Alves Filho e Cirurgia, além das Maternidades Santa Izabel e Hildete Falcão e postos de atendimentos.
    SAMU recebe cerca de 17000 ligações em um mês, destas cerca de 7000 são trotes.
    A ambulância USA é mais equipada que a USB, a viatura transporta um médico, 2 enfermeiros e 1 motorista/socorrista, 1 técnico de enfermagem além de equipamentos suficientes para um bom atendimento inicial.


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  22. GUSTAVO GUEDES DE CARVALHO

    Dia 26 de outubro foi realizada a visita ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do bairro Siqueira Campos. De início, fomos recebidos pelo coordenador do núcleo de educação permanente que nos explicou de forma objetiva o funcionamento da base central de regulação do SAMU. Essa base de regulação funciona concomitantemente com o serviço prático da urgência e de forma fundamental, uma vez que é ela que auxilia toda a direção e escolha das ambulâncias assim como visa à ida de alguma mais próxima ao local se houver, para efetivar o serviço. De forma sucinta, o funcionamento da base inicia-se com um atendimento feito pelos TARMS (telefonista auxiliar de regulação médica) que vai colher todos os dados do paciente, como endereço, o que está havendo, nome da vítima, de quem liga, tentar descobrir se aquela ligação não passa de um trote, dentre outros. Logo depois a ligação é passada para o médico regulador para colher dados clínicos do paciente e escolher se é necessário mandar ambulâncias e se sim, qual delas, para, só depois, ser efetivado o serviço prático. Toda essa complexidade na regulação, apesar de parecer demorado, ajuda e muito o serviço de urgência, uma vez que as unidades moveis são cuidadosamente escolhidas e enviadas. No entanto, nem tudo é perfeito. O SAMU obtém uma enorme quantidade de trotes mensalmente. Cerca de 17 mil ligações são feitas, nas quais 40% são trotes, sendo os maiores picos em épocas de férias e horários entre intervalos de aula, mas não só por crianças, como também por adultos. Fato que mostra que a população tem falta de educação, noção e bom senso para com o próximo e a si mesmo. Para isso, alguns dos coordenadores e membros estão com um projeto de levar um pouco do serviço para instituições e escolas a fim de diminuir esse problema, o que é importantíssimo para a eficácia do serviço.
    Para finalizar, tivemos a oportunidade de ver por dentro as unidades de suporte, básica (USB) e avançada (USA). Estas, apesar de um pouco apertadas, são mito bem equipadas e conta com uma grande demanda de aparelhos, instrumentos e remédios para o suporte da vítima de acordo com sua necessidade. De forma geral, a visita foi enriquecedora para o aprendizado e conhecimento do serviço que até então, nunca tinha ouvido falar tão minuciosamente.

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  23. Luís Filipe Gois Oliveira

    A última visita realizada por nossa turma foi no SAMU. Fomos recebidos pelo coordenador do NEPS e ele iniciou sua fala com a importância do serviço e como Sergipe foi pioneira. Falou também que a SAMU faz parte do serviço integrado de saúde e não é um serviço a parte. E por fazer parte do SUS faz parte da política de saúde e como exemplo foi dado a participação na criação das ciclovias com um estudo das áreas onde ocorriam um índice maior de acidentes. Sua função é fornecer o primeiro atendimento ao paciente, transporta paciente para unidades de atendimento e fazer translocação entre unidade de atendimento caso seja necessária. Atualmente o SAMU recebe entorno de 17mil ligações mês e dessas 40% aproximadamente são trotes. Isso reflete a importância de termos uma sociedade conscientizada na construção de um serviço público de qualidade.
    Para ter acesso ao serviço basta ligar para 192 de qualquer área do estado, a ligação vai ser atendida pelo TARM (telefonista auxiliar da regulação médica) que atende e faz a regulação, preenche uma ficha com a queixa do paciente e pega dados do mesmo, em seguida passa para o médico regulador, que faz a orientação dependendo do caso. È o médico que faz a regulação do paciente em relação se vai ou não precisar de atendimento móvel e qual o tipo de atendimento. Caso precise o médico passa a ligação para o regulador, para que este envie a ambulância.
    Dependendo da ocorrência, o regulador poderá enviar ou uma USA(Unidade de Serviço Avançado) ou uma USB(Unidade de Serviço Básico). A USA é composta por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e condutor e é usada no caso de pacientes mais graves. A USB é composta pelo condutor e o técnico de enfermagem, tem menos equipamentos e é utilizada para pacientes menos complicados, sem risco de vida no momento. Além das ambulâncias, o SAMU conta com a Motolância, que é conduzida por um técnico de enfermagem treinado e possui equipamentos de primeiros socorros. Elas inicialmente foram utilizadas com um pouco de receio, pois não se sabia se teriam um efeito positivo. Como são motos, o risco de acidentes é maior e por estarem sobre estresse e pressa isso aumenta, mas por competência dos profissionais as motolância tiveram um efeito extremamente positivo e tem ajudado bastante nas ocorrências, pois conseguem chegar em um tempo menor do que as ambulâncias.
    Uma deficiência da SAMU é a qualificação médica já que não existe residência médica em emergência e na maioria das vezes quem ocupa a vaga são médicos recém formados. A também a o subfinancimento da saúde geral que afeta também a SAMU.

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  24. Marcos Costa Santos

    NÃO É APENAS UM SERVIÇO DE ATENTIMENTO, É UMA REDE QUE TRABALHA INTEGRADA às outras redes de forma complexa e ainda serve como observatório das outras . Como é organizada a rede. O sistema é descentralizado, mas conta coma uma central em cada estado. Sergipe conta com 12 unidades descentralizadas que ficam distribuídas regionalmente e em pontos equidistantes a fim de reduzir ao máximo o tempo de espera. As quantidades de usb e USA variam , mas em caso de necessidade , são alocadas de regiões mais próximas. A SAMU Aracaju foi incorporada à SAMU Sergipe (por determinação da Justiça) , e se tornou uma unidade descentralizada de referencia. É um sistema complexo que depende do funcionamento das outras redes para funcionar bem. Um exemplo é quando a atenção básica não cumpre bem o papel de promoção e prevenção em uma região agravando a situação de saúde de uma população agravando seu estado de saúde e recorrendo mais frequentemente à rede de urgência para acessar a rede terciária. 2. Unidades de suporte básico e avançado. As unidades de remoção contam com os equipamentos de suporte básico sendo as mochilas verde, amarela e azul contendo, medicamentos de reanimação, analgesia, antiemético, etc., equipamentos de ventilação e intubação, máscara. Contém maca, tala e prancha. As unidades de Suporte avançado tem adicionalmente monitorizadores de respiração, função cardíaca e dosador de medicamentos. As unidades de transporte carecem de adaptação para a realidade das estradas de difícil acesso em regiões principalmente nos interiores já que não foram projetadas com esse fim. Existem também as motolancias que, adaptadas ao transito urbano mais congestionado, pois tem acesso rápido e agiliza os atendimentos básicos. 3. Regulação do atendimento. A ligação é recebida por um profissional de nível médio que anota as informações e faz uma triagem a fim de identificar casos de trote que são frequentes. A SAMU recebe atualmente 17 mil chamadas por mês, sendo que destas, infelizmente, 7 mil são trote. A consequência disso é o aumento do tempo de espera até a chegada a quem mais necessita. Também é responsável por encaminhar para o médico atendente ou passar para o rádio comunicador com formação na área da saúde que avalia a gravidade da ocorrência para encaminhar uma USB ou USA e verificar um hospital mais próximo com referencia na área e no nível de suporte que cada caso necessita no momento. Há comunicação com o hospital caso esteja indisponível para o atendimento e seja necessária transferência para outro.

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  25. Flávia Maria Matos Melo Campos

    A visita ao SAMU foi bem interessante. Por ser um sistema muito comentado pela população e a mídia, conhecer todo seu funcionamento se torna muito importante para podermos ter uma opinião verdadeira. Primeiro que me chamou atenção é a organização. Se todo mundo soubesse como eles tentam e se organizam da melhor forma possível para fazer o melhor, talvez compreendesse mais as falhas naturais que ocorrem. A sessão de atendimento as ligações(TARM) é impressionante.É difícil para quem está de fora entender o porque de tantas perguntas e de falar com pessoas de diferente. Mas é tudo esquematicamente organizado pra ajudar e ser eficiente. Tudo que é perguntado é essencial para uma escolha adequada da equipe de atendimento além de tentar comprovar a veracidade.Os atendimentos são destribuidos de acordo com o grau de urgência em diferentes cores. Sendo vermelha a maior emergência. A SAMU recebe em torno de 7.000 ligações por mês sendo que 40% são trotes.O que é lamentável já que isso só prejudica a própria população que tende a perder.
    É composto de USB, USA e motolância.
    A Motolância trabalha de forma a adiantar o atendimento pela maior facilidade de se deslocar no trânsito. Sempre saem aos pares, já que é necessário mais de uma pessoa para o atendimento.É composta de DEA, AMBU, máscara de O2.
    A USB é composta por um auxiliar de enfermeiro e o motorista. Ela é convocada em situações mais simples em que não há a necessidade de um médico e enfermeiro.Abro aqui um parêntesis por não entender como enviar um ajuda sem médico ou enfermeiro já que técnico não pode fazer procedimentos. Não sei responder o porque e não tirei essa minha dúvida.
    A USA é composta por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e motorista. É convocada em casos mais graves que precisam de assistência médica. Casos de acidentes, partos, agudização de transtornos mentais e casos de droga são exemplos.Tem desfibrilador, medicamentos para RCP e outros casos que precisem de medicação. Aracaju dispõe 10 ambulâncias (7 USB e 3 USA) sendo que 1 USB e 1 USA ficam no Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE).
    É um sistema muito bonito que dá uma assistência essencial à população além de que em alguns casos proporciona uma chance maior de sobrevivência do paciente. Continuo cada vez mais encantada com SUS e tudo de bom que ele oferece e ainda oferecerá à população.

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  26. Luciana Franca Dantas Passos

    No dia 1º de novembro de 2012 foi realizada a última visita do das aulas práticas da disciplina Saúde Coletiva III. Nós fomos ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), localizado na Rua Sergipe, no bairro Siqueira Campos. O SAMU é uma das bases da rede de atenção às urgências que, além de atender às urgências, participa do processo de regulação médica, ordenando o deslocamento de pacientes: desde a transferência de pacientes graves até a da remoção assistida.
    Inicialmente, fomos atendidos pelo enfermeiro Roni, coordenador do NEP(Núcleo de Educação Permanente) que nos explicou a organização geral do SAMU. Depois, conhecemos as unidades móveis: as motolâncias, as USBs (Unidades de Suporte Básico) e USAs (Unidades de Suporte Avançado). As motolâncias oferecem um atendimento de suporte básico e conseguem chegar ao local da chamada mais rápido que as outras unidades, passando as informações do ambiente para a central e para as unidades de suporte. Ademias, tivemos oportunidade de conhecer uma USA e uma USB por dentro, o que doi uma experiência bastante enriquecedora.
    Posteriormente, fomos a central de regulação, na qual fomos recebidos por um TARM (Telefonista Auxiliar de Regulação Médica) que colhe informações gerais como nome, endereço e nome do solicitante, para posteriormente encaminhar a ligação para um médico regulador. O médico regulador tem a função de colher a queixa principal e de acordo com o caso exposto, indicar uma medida para o paciente (como usar um medicamento ou encaminhá-lo para um posto de saúde) ou enviar uma unidade de suporte básico ou avançado, dependendo do caso.
    É importante frisar que um dos graves problemas da Regulação Médica do SAMU é o número de trotes que o setor recebe, que chegam a 40% das 17.000 ligações atendidas por mês. Isso dificulta a atuação dos profissionais e prejudica crucialmente o atendimento, uma vez que uma unidade poderá ser deslocada para um local que ninguém precisa, enquanto outro local, que poderá ser inclusive bastante distante desse, poderá haver alguém que precise muito de atendimento urgente.

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  27. Patrícia Oliveira Costa

    Como parte das vivências propostas pela disciplina Saúde Coletiva, visitamos, no dia 26 de outubro de 2012, a base do SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, situado no bairro Siqueira Campos. Acredito que foi uma das visitas mais proveitosas e esclarecedoras para nós, que como estudantes, tínhamos algum conhecimento sobre o assunto mas não sabíamos exatamente como esse sistema funcionava. Creio que boa parte da população acredita que o SAMU é basicamente o serviço realizado pelas ambulâncias, e nessa visita podemos descobrir que o serviço móvel é apenas um braço de trabalho. O serviço de atendimento às urgências não começa com as ambulâncias, mas sim na Central de Regulação Médica, a qual tivemos o privilégio de conhecer.
    Essa Central é formada basicamente por 3 tipos de funcionários: o TARM (Telefonista Auxiliar de Regulação Médica), o médico regulador e o RO (Radio Operador). Quando alguém liga para o 192, a ligação é inicialmente atendida pelo TARM que tem a função básica de realizar o primeiro contato com o sujeito, saber nome do ligante, nome da vítima, local do acidente. Em seguida, a ligação é transferida para o Médico Regulador. Este sim, é responsável por saber o que aconteceu com a vítima, como aconteceu o acidente, ou seja, ter um breve conhecimento do caso, fazer um atendimento clínico e, em seguida, decidir se deve mandar uma ambulância ou não para a cena. Em muitos casos, o envio de ambulâncias não é necessário, e o médico faz o atendimento e prescrição para o paciente pelo telefone mesmo. Mas quando o caso necessita ou de uma USB (Unidade de Suporte Básico) ou uma USA (Unidade de Suporte Avançado), o médico toma essa decisão e encaminha a ligação para o RO. Este, por sua vez, tem a função de entrar em contato com as ambulâncias, ver a que está mais próxima da cena e encaminhá-la. Vale ressaltar que todas as decisões tomadas pela equipe que entra em contato com o paciente são tomadas em conjunto o médico regulador da base pelo telefone, e que todas elas são registradas em um sistema.
    Durante a visita, tivemos conhecimento também que o SAMU está sempre tentando melhorar os seus serviços, e gerar benefícios para a sociedade. Descobrimos, que foram criadas as Motolâncias, para que um agente do SAMU chegue antes das ambulâncias e possa promover um primeiro atendimento mais rápido, aumento as chances de sobrevida dos pacientes; que hoje em dia já existem unidades móveis espalhadas por todo o estado e que essa rede será ampliada e que outras bases serão criadas em pontos estratégicos da cidade, para reduzir o tempo de chegada na cena.
    Concluo, então, que essa visita foi bastante esclarecedora, e espero que nós, futuros médicos, possamos ajudar para que esse sistema se torne cada vez mais eficiente.

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  28. Ytallo Juan Oliveira Cardozo

    Nós, estudantes de medicina do 6o período da UFS,fizemos uma visita ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência(SAMU). É um serviço oferecido pelo SUS com o objetivo de atender à população em geral e em diversas localizações como residências,vias públicas,locais de trabalho,etc.Foi criado em 2003,atendendo 24hs por dia, com o objetivo de diminuir o número de mortes,reduzir a demanda nos hospitais,tempo de internações e morbidades devido a uma demora no atendimento em postos de saúde e hospitais.
    Pudemos conhecer um pouco da sistemática que é o atendimento desse serviço público em nosso estado,o qual começa desde o início da chamada 192 para a central de atendimento a qual é atendida pelo(a) telefonista auxiliar de regulação médica(TARM) que preenche os dados e queixas e manda as informações para o médico regulador( que também fica na base do SAMU ) o qual faz o atendimento necessário pelas informações repassadas da TARM e caso não possa solucionar o problema,faz o contato com o rádio operador que envia as unidades móveis para o local do incidente.Além desses profissionais ,fora da base do SAMU estão no pronto atendimento os profissionais: médicos,técnicos ou auxiliares de enfermagem,enfermeiros,socorristas e estagiários.Esses profissionais são encaminhados até o local do incidente pelas unidades móveis USB(unidade básica) e USA(unidade avançada) que dependendo do tipo de gravidade da ocorrência,será solicitado uma das duas unidades ou ate mesmo as duas.
    Podemos constatar uma infinidade de problemas solucionados por esse serviço de saúde ,sua eficiência na demanda dessas ocorrências e a capacidade de resolver diversos acidentes e incidentes acometidos pela população.Mas, também constatamos que o governo deveria investir muito mais nesse serviço público,tanto em equipamentos quanto nas unidades móveis.Achei um absurdo ter em nosso município apenas 7 USBs e 3 USAs,além do absurdo maior que é o grande número de pessoas irresponsáveis que passam trote para a central de atendimento .Apesar dessas intercorrências e adversidades,o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência supera muitas vezes esses problemas e seu atendimento nos locais das ocorrências é imprescindível para salvar muitas vidas.

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  29. Relatório de Visita ao SAMU
    FREDISSON PORTO MELO

    No dia 26/10/2012 a Turma de Medicina do 6º período visitou o SAMU (Serviço de atendimento médico de urgência) um serviço que está em vigor em Aracaju-se desde julho de 2002, e em todo o estado de Sergipe desde 2006, pela portaria 1894, com a finalidade de prestar resgate e mobilização das vítimas de acidentes, regulação, remoção assistida e transferência de pacientes graves, que pode ser acessada pelo número 192.
    Fomos muito bem recebidos pelo enfermeiro Roni, que nós explicou como se dava todo o funcionamento do SAMU. Através dele podemos aprender que o SAMU é um serviço que regula a entrada e a saída dos pacientes nos serviços de saúde, avalia e define o melhor tratamento para o momento, procura diminuir os agravos a saúde da vítima, sendo que seus melhores recursos são priorizando a necessidade e a gravidade das solicitações. Nem sempre o melhor atendimento é aquele no qual é encaminhando uma ambulância (alguns atendimentos são feitos por telefone).
    Na hora de fazer a solicitação a pessoa deve manter-se calma, estar próxima a vítma e informar endereço completo com pontos de referência, ser claro e preciso nas informações, estar apto a responder os questionamentos, evitar movimentar a vítima.
    O serviço pode ser feito através de USA, USB, com Bases descentralizadas, Moto, veículo de intervenção rápida usada em múltiplas vítimas, carrega equipamentos e Módulo assistencial.
    Além do serviço de retirada de vítimas dos locais de acidente o SAMU também faz o serviço de transporte de pacientes para atendimento, quando essas não estão em condições de se deslocarem sozinhas aos serviços de saúde necessários. Entre as medidas de atualização profissional o SAMU Aracaju faz com regular frequência cursos de atualização de atendimento pré-hospitalar para seus profissionais médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, além de formar novas turmas de profissionais socorristas. Outra medida é o estágio para estudantes de Medicina e Enfermagem com duração de seis meses que insere nesse tipo de atendimento os estudantes da área de saúde, estimulando o interesse futuro por essa modalidade de atendimento e serviço em saúde.
    Na central de regulação, o médico regulador recebe o chamado e a especificação da ocorrência. Existe uma linguagem de comunicação própria e rápida entre os funcionários do serviço. Além disso, vimos também uma Unidade de Suporte Avançado, que possui equipamentos mais avançados específicos para diversos tipos de ocorrência e casos mais graves.
    A atual sede de funcionamento do SAMU Aracaju se localiza na Rua Sergipe no Bairro Siqueira Campos, anexo ao Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (CEMAR).



    ARACAJU-SE 06 DE NOVEMBRO DE 2012

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  30. IGOR LOBÃO

    Um dos serviços mais complexos do SUS é, sem dúvidas, o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). No momento em que o usuário liga para o 192 ele é atendido por um TARM (telefonista auxiliar de regulação médica) que iá colher dados do paciente preenchendo uma ficha com nome, telefone, sinais, sintomas e classificará o paciente conforme o nível de urgência do caso. Logo após essa triagem a ligação é passada para um médico regulador que analisará o caso e decidirá se deve ou não enviar uma ambulância ao local, caso necessite, o mesmo opta se vai mandar uma USA (unidade de suporte avançado) ou uma USB (unidade de suporte básico) e em alguns casos o médico regulador pode até orientar a pessoa que ligou a fazer um primeiro atendimento à vítima na tentativa de minimizar o sofrimento da mesma.
    As ocorrências são classificadas segundo cores: vermelho para as ocorrências de alta complexidade que necessitam de USA, amarelo para as ocorrências de média complexidade que necessitam de USB, verde para as ocorrências de baixa complexidade que necessitam de USB , azul para as ocorrências indefinidas e o preto para as ocorrências que ficam presas no sistema ou que são resolvidas apenas com uma orientação médica.
    Atualmente além das USA e das USB, o SAMU também dispõe de motolâncias que são guiadas por técnicos de enfermagem. No início as motolâncias sofreram um pouco de resistência porque alguns achavam que elas poderiam causar acidentes e ao invés de um acidente inicial teríamos dois. Mas após algum tempo de uso notou-se a extrema importância desse serviço devido à agilidade com que uma moto pode chegar até o local do acidente para fazer um primeiro atendimento à vítima.
    Logo mais o SAMU lançará o projeto “amigos do SAMU”, que é um projeto que visa conscientizar a população acerca dos serviços prestados pelo SAMU e da importância que isso tem para todos nós. A quantidade de trotes chega ao absurdo número de 40% das ligações (que em época de férias escolares podem chegar a 60%) o que acaba onerando muito o serviço, já que em cada chamada abortada é gasto muito dinheiro.
    Mais uma vez a visita foi bastante esclarecedora e nos fez conhecer e entender um pouco mais de um serviço de extrema importância para toda a população.

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  31. Rubens Cruz Silva Filho

    A última visita a ser realizada foi a do SAMU. Por ser um dos mais famosos instrumentos do Sistema Único de Saúde e aparecer com muita frequência na mídia, eu já possuía uma ideia do que encontraria na vivência. Entretanto, muitos dos conceitos que eu apresentava antes da visita foram modificados e, felizmente, para a melhor. Ao primeiro contato, surpreendeu-me a extrema organização do serviço, com a ligação passando por diversas etapas até chegar o socorro efetivo, se necessário. Apesar das várias etapas passadas durante o atendimento, tudo era feito de uma forma eficiente e que buscava dar agilidade ao atendimento. Eram utilizados diversos estratégia facilitadoras a fim de evitar confusão de casos, e até mesmo estratégias utilizadas com a finalidade de descobrir se a ligação era um trote.
    Após sermos apresentados ao serviço de atendimento, fomos direcionados ao serviço móvel. As ambulâncias são divididas em dois tipos: a USA e USB. Esta é direcionada aos casos mais simples possuindo um equipamento mais limitado e integrada apenas por auxiliar de enfermagem e motorista, enquanto aquela se dedica aos casos mais complexos possuindo um equipamento mais sofisticado e uma equipe formada por médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem e motorista. É necessário citar a adição das motolâncias, veículos com instrumental mais simples, que buscam acelerar o atendimento enquanto não é possível a chegada da ambulância.
    A visita foi bem proveitosa, e como principal crítica vale citar o baixo número de ambulâncias para um atendimento tão necessário como o SAMU. Outro ponto a ser destacado, é a ideia por parte de várias pessoas de que o atendimento só é eficiente na presença das ambulâncias, o que não é verdade, pois o SAMU tem como objetivo de servir como uma porta de entrada ao sistema de saúde.
    Por fim, fiquei realmente satisfeito com todas as visitas, pois me permitiram ter um olhar diferenciado em relação ao nosso sistema de saúde, coisa que até então era pouco desenvolvida por minha parte.

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  32. José Machado Neto
    O SAMU (serviço de atendimento móvel de urgência) consiste em assistência extra-hospitalar a casos de urgência e/ou emergência, através das ambulâncias (de suporte básico, a USB ou avançado, a USA) e motolâncias. Esse conceito, depois da visita feita na sede do SAMU no bairro Siqueira Campos, mostrou-se insuficiente para abranger todas as tarefas e responsabilidades do SAMU. Uma vez que além desse serviço, o SAMU também é responsável por notificar os caos de maior prevalência em cada região administrativa para as unidades básicas, com a tentativa de diminuir a quantidade de caso e resolver da melhor forma possível.
    Cada ambulância é designada pelo médico regular para os casos mais pertinentes. Antes disso, a ligação passa pelo telefonista auxiliar de regulação médica, que é responsável em colher os dados básicos do paciente, como nome, endereço etc; também é responsável em filtrar os trotes (mais de 40% das ligações são trotes) e impedir que este chegue ao médico que irá colher os dados clínicos e escolher a ambulância mais indicada.
    Em situações mais simples, como cortes, pancadas ou mal-estar súbito, é indicada a USB, composta por um auxiliar de enfermagem e um motorista. Já a USA composta por um médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e motorista, é convocada em casos mais graves que precisam de assistência médica. Como em acidentes graves, partos, idosos, agudização de transtornos mentais e de usuários de droga etc. É composta por desfibrilador, medicamentos para RPC, analgésicos, material para acesso venoso, entubação etc. Aracaju dispõe 10 ambulâncias (7 USB e 3 USA), sendo que 1 USB e 1 USA ficam no Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE). Existem também as motolâncias que tem como objetivo o rápido acesso aos locais das ocorrências, principalmente no trânsito congestionado ao qual estamos habituados, pilotada por um Técnico de Enfermagem ou Enfermeiro, traz consigo equipamentos como o DEA.
    Nessa visita foi possível perceber o grande trabalho realizado pelo SAMU e a importância que esse tem em evitar a superlotação em hospitais, pois ele tende a distribuir os pacientes de acordo com os sintomas e com a gravidade. Também foi possível se identificar o trabalho lá realizado e a importância para a regulação de todo o sistema de saúde, do básico ao complexo.

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  33. No dia 26 de Outubro de 2012, foi realizada uma visita ao Seviço de Atendimento Móvel de Urgências (SAMU) que fica localizado que fica localizado no bairro Siqueira Campos, em Aracaju-SE. Nessa visita, foi explicado de uma forma bastante abrangente o modo do funcionamento desse sistema, o quão complexo é administrá-lo de forma eficiente para garantir assistência à realmente quem precisa. A explicação inicial ficou a cargo do Coordenador do Núcleo de Educação Permanente (NEP), que se chama Roni, o qual explicou diversos pontos a respeito da Central de Regulação. Foi mostrado que o SAMU pertence a uma rede onde diversos setores estão conectados um no outro como os serviços de urgência e o atendimento na Unidade Basica de saúde por exemplo. O SAMU é importante em diversos aspectos além da ambulância e da equipe de intervenção nela presente, pois ela atua identificando alguma carência no atendimento basico da saúde em algum determinado local, pois um grande número de ambulâncias em trânsito e que vão sempre para os mesmos locais, não são um bom indicativo, porque além disso há um grande número de "trotes" ou ligações que inferem um carater de urgência maior que o real, sem contar com alguns casos que obrigam a presença da ambulância apenas para transporte para algum hospital, e são nessas condições que o regulador tem que ter bastante tato para lidar com isso, pois os recursos não são abundantes e têm que ser postos em prática da melhor forma possível.
    O serviço é composto por etapas e diversos profissionais como o Telefonista (telefonista auxiliar de regulação médica) que atuam inicialmente no atendimeto pegando as primeiras infomações , sendo que eles passam por um treinamento para estar lá, um curso de regulação médica. Posteriormente o médico regulador com diversas informações já passadas pra ele começam a atender o paciente e a depender do curso da conversa e das informações obtidas, define qual conduta tomar, se vai ser apenas uma orientação via telefone mesmo, enviar uma Unidade de Suporte Básico (USB), ou uma USA (Unidade de Suporte Avançado) ou até uma motolância. A partir daí, se a unidade móvel for realmente necessária, são identificadas quais unidades móveis estão mais próimas do local e definir com isso a melhor rota a ser seguida, sendo tudo isso feito por telefone ou rádio.
    Sergipe é um estado pioneiro nesse serviço, sendo mostrado como referência para diversos outros locais, sendo que contem atualmente 14 USA e 42 USB sendo que estão começando a adotar um serviço menos centralizado, tentando espalhar e criar outras bases em outros locais, além disso é importante salientar e mostrar a importância desse serviço que tem como número para chamadas o 192.
    E devido a ausência de Unidades móveis naquele momento, meu grupo não pode ver o interior dessas unidades, apenas as motos (motolância) foram vistas, mas por relatos de colegas que viram, teria sido muito interessante conhecer.

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  34. ÉRICA DAYANNE MEIRELES LEITE

    A visita ao SAMU (Serviço de Atendimento de Urgência Móvel de Urgência) foi uma das mais significativas. Como a maioria da população, eu não tinha a visão do quão complexo e abrangente era esse serviço. O SAMU não é uma órgão que apenas atua nos serviços de urgência transportando os pacientes, ou dando atendimento de primeiros socorros, ele também atua na regulação, epidemiologia e vigilância do sistema de saúde. O SAMU ele visa melhor gerir os recursos da saúde de acordo com as necessidades de cada caso.
    O SAMU está distribuído por todo o estado de Sergipe, tendo ao todo 36 bases, sendo que a do Siqueira Campos é a principal. As bases são espalhadas de maneira estratégica no intuito de minimizar o tempo gasto para o atendimento.
    Se um determinado tipo de doença ou fator predisponente a um dado tipo de acidente ocorre com maior incidência numa região, os profissionais do SAMU acionam os órgãos responsáveis, no intuito de adotarem políticas para minimizarem. Por exemplo, se o SAMU começa a receber um número importante de ligações de pessoas com picos hipertensivos, numa dada região, ele irá investigar a unidade básica de saúde responsável por atuar naquela região, vão verificar qual o motivo de um aumento dos casos. Outro exemplo, aqui em Aracaju, em algumas vias estavam acontecendo um número alto de acidentes com ciclistas, o SAMU acionou a SMTT, ampliando e melhorando as condições da malha cicloviária.
    Do ponto de vista do pronto atendimento, o SAMU conta com um número, nacional e gratuito, 192. Ao ligar, o indivíduo é atendido por um atendente treinado para preencher alguns dados do paciente e da localização onde se encontra o mais precisamente possível, além do tipo do acidente e os sinais e sintomas da maneira como são relatados com o propósito de avaliar, ainda que inespecificamente, já que o profissional não é médico, a gravidade do caso. Seguido a isso, a ligação é transferida para um médico regulador, que irá avaliar o tipo do caso, sua gravidade, consistência e decidir qual unidade móvel é mais adequada ao atendimento, se a USA ou a USB, e para qual Hospital o paciente deve ser dirigido. O médico regulador recebe todos os dias uma lista dos hospitais com as especialidades médicas disponíveis para melhorar sua decisão.
    Os profissionais do SAMU possuem um rádio para comunicação direta em casos de dúvidas e também para que seja relatada a evolução do paciente, reduzindo o tempo gasto que é tão essencial.
    O SAMU possui dez ambulâncias dos tipos USA (Unidade de Suporte Avançado) e USB (Unidade de Suporte Básico), além das motolâncias que não transportam o paciente, apenas oferece um suporte em casos simples ou é a primeira a chegar em casos em que se precisa de uma rápido atendimento, porém que se sabe previamente que a USA ou USB não chegarão rapidamente. A USA é a única que tem um profissional médico, pois é encaminhada para casos graves.
    Infelizmente é necessária uma campanha para educar a população sobre a importância desse serviço, na tentativa de minimizar a quantidade de trotes que é muito alta.

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  35. Mariana Lemos Aragão
    Visita ao SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) no dia 01 de novembro de 2012.
    Ao chegarmos ao SAMU fomos encaminhados à uma sala onde nos foi feita uma apresentação do que é o SAMU, pelo enfermeiro da equipe pela instituição composta. O primeiro tópico que ele comentou foi um dos que me marcaram, que foi que o a população acha que o serviço é apenas constituído por equipe e ambulância, e era aquela a idéia que eu tinha, e que foi totalmente desmistificada. Muito me interessou saber como realmente era formado esse serviço. Fomos informados dos pilares que sustentam o sistema saúde: promoção, prevenção e vigilância á saúde, a atenção básica à saúde, sala de solicitação, SAMU 192, SAMU federal, recrutas profissionais, atenção 24 horas, ambulâncias, atenção domiciliar e atenção hospitalar, onde todos devem funcionar juntos, pois quando um desses pilares fragilizar outro vai sobrecarregar.
    O grande diferencial do SAMU é atender as urgências. Mas isso muitas vezes não ocorre, pois são por vezes chamados para caso banais. O SAMU não faz só atendimento de rua, monitora o sistema de saúde, planejar metas, por exemplo, se há falta profissionais o SAMU avalia e indica onde pode ser enviado o paciente. Quanto menos sair o SAMU de sua sede significa que melhor o sistema se encontra, quer dizer que a prevenção está acontecendo da melhor forma.
    O SAMU é formado em três etapas: o TARM, telefonista auxiliar de regulação médica, regulação médica, e rádio operador. O primeiro contato ao ligar ao SAMU é com o TARM, telefonista auxiliar de regulação médica, treinado em regulação, para que possam conduzir o paciente de melhor forma possível, preenchem uma ficha com dados do mesmo, com sua localização, depois médico regulador. Este recebe os dados, faz abordagem sincrônica, vê a necessidade do paciente, que pode ser orientação onde pede que o paciente faça alguns procedimentos, para que evite ir para ás redes de saúde e fique superlotando, ou mandar ambulância, que se enviada passa para o radio operador. Este por último recebe a demanda do médico, e vai deslocar unidade móvel de atendimento que pode ser USA, composta por médico, enfermeiro, técnico e condutor, e USB constituído por técnico e condutor socorrista, que apesar da ausência do médico, este monitora a equipe a todo instante, podendo ajudar e indicar conduta.
    Depois o enfermeiro nos mostrou um caso clínico para que nós regulássemos, mas apesar de algumas perguntas feitas não soubemos o que fazer. Isso nos mostrou como é complicado regular um caso e saber o que deve ser feito. Porém compreendemos que é melhor sempre pecarmos por excesso, e enviar suporte demais mesmo que não se ache necessário e valorizar a queixa do paciente. Outro ponto bastante comentado foram as questões dos trotes que atrapalham bastante o funcionamento do serviço impedindo de que quem realmente precisa receba a ajuda necessária.
    O numero é gratuito e 192 funciona em qualquer lugar do país.
    A demanda do país vem da população, dos serviços de saúde, da unidade básica, polícia, corpo de bombeiro.

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  36. CONTINUAÇÃO
    Mariana Lemos Aragão
    Logo depois foram divididos em grupos para conhecermos as USA E USB e também um pouco de como acontece o trabalho do TARM. Primeiramente fomos conhecer os veículos de atendimento móvel. Nos foram apresentadas as motolâncias, novos veículos, que são utilizadas por técnicos de enfermagem, sempre em duplas, que ficam em locais estratégicos da cidade, onde foram constatados possuírem mais ocorrências, pois facilitam a chegada nos locais com maior rapidez pela facilidade de locomoção e podem ir fazendo o atendimento inicial, imobilização. Como exemplo de sua eficiência vimos que em situações mais graves, às vezes vai uma USB ao local do ocorrido e há a necessidade de uma USA as motolâncias são muito eficientes nesse sentido pois pessoas acham que é grave, a moto chega e vê que não precisa de USA e avisa para retornar, ou as vezes cancela USB e pede USA, ou seja elas são muito importantes para passar dados de cena, são os olhos da regulação. Depois fomos apresentados á estrutura de uma USA, composta pelos profissionais acima citados. Ficamos sabendo que antes de adentrar à cena devemos observar segurança de cena, o motorista já sabe como estacionar a ambulância para facilitar saída da mesma, deve-se sinalizar a cena, se atendimento dentro da viatura esta deve ser parada, o condutor sabe onde. À cada turno faz check list do material presente nas ambulâncias, desfibrilador, bomba de difusão. Para facilitar a entrada dos profissionais da saúde na cena há uma arrumação do material a ser utilizado em mochilas de cores diferentes, a amarela, por exemplo, contém materiais para intubação, medicações, preconizadas pelo serviço, alguns medicamentos controlados são lacrados, há também na ambulância Fibrinolítico presente na USA, extremamente cara, e que pelo seu uso faz grande diferença no salvamento de vida. Embaixo do banco existem talas de imobilização. Dentro da ambulância todos os equipamentos, medicamentos, devem ser checados para que não haja demora ao se procurar o que esteja precisando. Enfermeiro da equipe que chega faz checagem desse material, mas pede que a que saiu também fiscalize deixe tudo pronto. Ninguém é melhor que ninguém na viatura, tem que trabalhar em conjunto.
    Por último fomos conhecer como é feita a regulação. O solicitante ou o paciente liga para a sede, o TARM solicita seu telefone, endereço. Para identificar o ocorrido coloca um apelido do caso pois pode haver mais de uma ocorrência no mesmo local. O principal dado solicitado é o telefone o qual fica cadastrado no sistema da SAMU, é como se fosse a carteira de identidade do paciente, pois da próxima vez será através desse telefone que se acha o cadastro e facilita o atendimento. Por vezes quando a pessoa liga aparece ícone de telefone na tela do computador que ao piscar indica que esse telefone já esta cadastrado como suspeito de trote, ter atenção. Em relação à queixado paciente, colocar a primeira que o paciente relatou, que é a mais fidedigna. A Desistência ocorre quando o paciente retorna a ligação e diz que chegou um carro para leva-la à um centro de saúde ou então que o mesmo melhorou. As viaturas estão distribuídas de acordo com um estudo feito onde foram analisados os municípios onde existem maiores necessidades de ambulâncias, em pontos estratégicos e que possam suprir municípios vizinhos.
    Essa foi uma das visitas que mais me interessou, por ser a área socorrista de grande interesse para a minha pessoa. Ver como é regulado o atendimento, a presença de grande número de profissionais para que esse sistema funcione, como ele é bastante integrado me deixou ainda mais empolgada. Ver como o sistema de saúde do estado funciona, que basta interesse de todos, inclusive da população, evitando trotes, entendendo que nem sempre há a necessidade do envio das ambulâncias para que ocorra um bom atendimento, e também do profissional, ao fazer seu trabalho com eficiência, compreendendo que o que é feito é somente para benefício de todos de um modo geral.

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  37. Louise Lorena Araujo São Mateus Correia
    Relatório de saúde pública
    Visita ao SAMU
    A visita ao SAMU (serviço de atendimento móvel de urgência), localizado na Rua Bahia, na cidade de Aracaju, ocorreu no dia 1 de Novembro de 2012, e foi guiada por um enfermeiro do SAMU, que ficou responsável por mostrar toda a estrutura do local, o funcionamento e a história da formação do SAMU. Segundo ele, “o SAMU não é apenas uma equipe e uma ambulância”, pois o SAMU surgiu com o objetivo de fazer os atendimentos rápidos de urgência nas ruas, como também a fim de acabar com a superlotação dos hospitais públicos, principalmente, o hospital de urgências de Sergipe (HUSE). O SAMU foi criado como um serviço de urgência em 2002, pela portaria 1894, a fim de prestar serviço de resgate e mobilização de vitimas de acidentes, regulação (para a ordenação do curso e a estratificação do risco de cada ocorrência), remoção assistida (com uma equipe multidisciplinar treinada) e transferência de pacientes graves, podendo ser acessado pelo número 192. Dependendo da gravidade do caso, há diversas formas de ação do SAMU e são elas: orientação (casos leves), USB (Unidade de Suporte Básico), USA (Unidade de Suporte Avançado) e o envio de motolância. Quando alguém ligar para o 192, o primeiro atendimento é feito pela TARM (Telefonista Auxiliar de Regulação Médica) com o objetivo de colher os dados necessários para encaixar no grau de urgência correto e para criar a ficha do paciente. Depois, o telefonema é passado para o médico do SAMU que avalia o caso e indica qual forma de atendimento irá ao local (orientação, USA, USB e motolância). O enfermeiro mostrou o quão difícil é o atendimento por telefone, porque se deve ter cuidado com o tom de voz da pessoa, a valorização da queixa e o tipo e veracidade das informações porque o grande problema vivido na saúde do país são os trotes, pois a maior parte dos telefonemas para o SAMU são trotes e, para evitar isso, a 1° informação colhida é a que é colocada na ficha. As informações constam na ficha do paciente feita pelo TARM, como nome e telefone do solicitante, motivo/queixa da ligação e tipo do atendimento. É importante ressaltar que, caso a ligação seja efetuada de um telefone restrito, esta será prontamente classificada como trote. As ocorrências são identificadas utilizando-se cores, sendo que o vermelho é para as ocorrências que necessitam de USA, o amarelo é para as ocorrências de média complexidade que necessitam de USB, o verde é para as ocorrências de baixa complexidade que necessitam de USB , o azul para as ocorrências indefiníveis e o preto para as ocorrências presas no sistema ou que necessitam apenas de uma orientação médica. O SAMU de nossa capital possui apenas 7 USB’s e 3 USAs, um número muito baixo para a demanda necessária em Aracaju, pois, na maioria dos casos, há demora ou até mesmo ausência da presença do atendimento.

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  38. A visita a Central de Regulação Médica de Urgências ocorreu no dia 26 de outubro. No serviço, o TARM (Telefonista Regulador de Regulação Médica) e médicos reguladores atendem as chamadas efetuadas para o número 192 e, os últimos, direcionam os casos, classificando-os em cores de acordo com a gravidade. Essa classificação é utilizada para saber qual o tipo de ambulância será enviada, se será uma Unidade de Suporte Básico ou Avançado. Além disso, cabe aos reguladores definir dentro dos serviços de urgência do Estado, qual o mais adequado e disponível para receber os pacientes.

    Na visita pudemos entender toda essa organização e perceber toda a complexidade do serviço. Foi interessante descobrir que muitos casos podem ser resolvidos sem o envio de ambulância, apenas com algumas orientações básicas feitas pelo médico. Outra coisa que me chamou a atenção foi a quantidade de trotes que a central recebe por mês, um número altíssimo que dificulta bastante o trabalho da central, apesar do sistema reconhecer um número responsável por trotes recorrentes.

    Por fim, achei a visita muito válida por nos dar a oportunidade de conhecer uma das partes mais importantes do Serviço de Urgências. Saí com a sensação que toda essa organização precisa ser mais bem divulgada para que a população tenha conhecimento de como funciona o sistema e possa utilizá-lo de forma mais adequada.

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  39. Camila Andrade Maia

    O SAMU – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – é responsável pela regulação dos atendimentos de urgência, pelo atendimento móvel de urgência da região e pelas transferências de pacientes graves da região.

    O serviço é feito da seguinte maneira: uma pessoa liga para 192 e é atendida por técnicos que colhem alguns dados e identificam a emergência e depois transferem a ligação para os médicos reguladores. Estes fazem o diagnóstico, de acordo com as informações que recebem do paciente ou de algum informante, e iniciam o tratamento no mesmo instante através de orientações que devem ser tomadas inicialmente. A depender do caso, o médico regulador pode orientar o paciente a procurar a unidade básica de saúde da sua região, ou enviar a ambulância. Caso seja mandada a ambulância, o médico regulador deve avisar imediatamente o hospital público mais próximo para que haja rapidez no recebimento e tratamento deste paciente. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, tendo sempre 6 médicos reguladores e 6 médicos de plantão.

    Um dos maiores problemas enfrentados pelo SAMU é a grande quantidade de trotes que recebem, o que dificulta bastante o serviço. Eles recebem em média 17 mil chamadas por mês, sendo 7 mil destas, casos de trotes. Uma medida importante é que seja feita uma conscientização da população, pois o SAMU é um serviço com imensa importância para a sociedade e não deveria haver uma preocupação por parte dos funcionários do serviço se a ligação realmente deve ser atendida.

    Pude constatar a real seriedade desse serviço e mais uma vez perceber como a mídia é formadora de opiniões deturpadas, pois sempre divulga o quanto o SAMU é incompetente e atrasado, mas como o funcionário nos disse, seria muito repetitivo falar de todos os casos que são solucionados(grande maioria).

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  40. Numa manhã de sexta- feira, nós alunos de medicina da UFS e cursando saúde coletiva 3 , realizamos uma visita a base da Samu no bairro Siqueira Campos em Aracaju –SE, a fim de conhecer melhor o funcionamento do sistema e suas precariedades. Nesse dia fomos recebidos pelo instrutor da instituição que nos mostrou todo o funcionamento em forma de um diálogo informal. No diálogo que tivemos fomos esclarecidos de alguns pontos como também fizemos muitos questionamentos. Um deles era conquanto a prioridade de atendimento, a forma de abordagem ao telefone. Nesse momento ficou claro que a Samu é um serviço de emergência que tem normas , protocolos e regras a serem seguidas para que se tenha um funcionamento o menos constrangedor possível e que salve o maior número de vidas possível. O sistema é composto por atendentes que ao telefone colhem todos os dados de localização, ocorrência, paciente, daí é transferido para o médico regulador que colhe o caso , analisa e toma as providências cabíveis para salvar a vida que está em risco. Há também um setor responsável pela localização de ambulâncias. Todo sistema é integrado com outras bases espalhadas pelo interior do estado como Itabaiana, Lagarto, Estância e Propriá. Essa é atualmente uma base estadual central. Nessa visita fomos instruídos de como o médico regulador trabalha, pois fizemos acompanhamento de alguns atendimentos. Portanto, aprendemos muito nessa vivência e sobretudo serviu para que possamos formar idéias próprias a respeito da Samu e não nos basearemos somente a visão alheia.

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  41. TÁSSIA MAYARA CARDOSO RODRIGUES
    No dia 26 de outubro do presente ano fizemos uma visita ao SAMU localizado na Rua Sergipe, Bairro Siqueira Campos, no anexo ao CEMAR (Centro de Especialidades Médicas de Sergipe) em Aracaju. La tivemos a oportunidade de sermos recepcionados pelo enfermeiro Roni, tivemos uma breve explicação sobre o serviço, além de que podemos observar a estrutura física do local, presenciar o atendimento médico e observar a parte interna da ambulância.
    O SAMU constitui um dos pilares da rede de atenção às urgências que, além de atender às urgências, participa também do processo de regulação médica, organizando o fluxo dos pacientes, da transferência de pacientes graves (mostrando que o SAMU não é apenas atendimento ‘de rua’) e da remoção assistida (com equipe assistencial treinada).
    O centro de regulação é composto por um TRAM que é um telefonista treinado que faz o registro inicial da ocorrência (localização, idade, queixa principal) depois direciona o caso para o médico regulador. A depender do caso, o médico atua dando uma orientação ou enviando uma unidade móvel que pode ser uma USA (recursos e equipe avançados) ou uma USB (recursos e equipe básicos). Caso a resposta seja o envio de uma unidade de suporte móvel, o médico regulador envia a ordem ao rádio operador, que sabe quais ambulâncias estão disponíveis, onde elas estão localizadas, quais estão mais próximas da ocorrência, podendo realizar um remanejamento das unidades, o que é importante para ter menor tempo resposta. O rádio operador passa então o caso para equipes de suporte básico ou avançado, essa transmissão é feita via rádio ou telefone.
    Durante a visita vimos que um dos grandes problemas da Regulação Médica do SAMU é o número de trotes que o setor recebe, são 17.000 ligações atendidas por mês, porém dessas ligações, 40% são trotes o que dificulta a atuação dos profissionais de saúde e prejudica o atendimento de quem realmente precisa. Por esse motivo o SAMU tem um projeto escolar que está em fase inicial e que busca ensinar as pessoas sobre como funciona o atendimento e como os trotes são prejudiciais.
    A visita ao Samu foi uma das mais proveitosas pra mim, pois achei extremamente proveitoso ter a oportunidade de conhecer de perto como funciona o SAMU um serviço que é prestado diariamente a toda à população de alta complexidade e que eu não entendia toda a rede de funcionamento, rede essa que vai muito alem de ambulâncias na rua.

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  42. Alunos do curso de medicina da Universidade Federal de Sergipe, cursando a matéria curricular Saúde Coletiva 3, realizaram visitas a determinados centro de saúde do município de Aracaju-SE, com o intuito de melhor conhecimento das funções e funcionamentos dos mesmos, com esse novo conhecimento adquirido podemos perceber como proceder, aconselhar, agir para o melhor beneficio do nosso paciente, e além disso, possibilita também, a formação de um profissional medico mais consciente de sua função na sociedade.
    A quarta unidade visitada, visita essa ocorrida no dia 26 de outubro de 2012, foi o SAMU (Serviço Atendimento Móvel de Urgência), situado na rua Sergipe, esquina com Porto Alegre, bairro Siqueira Campos, Aracaju-SE. Nesta, fomos recebidos pelo Enfermeiro responsável pela apresentação do serviço a sociedade, que nos apresentou a unidade, como também, explicou como é exercida a sua função de prestar atendimento móvel de urgência.
    O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realiza o atendimento de urgência e emergência em qualquer lugar: residência, locais de trabalho e vias públicas. O socorro começa com a chamada gratuita, feita para o telefone 192. A ligação é atendida por um técnico que identifica a emergência, colhe os dados (endereço, nome etc) e transfere o telefonema para um médico regulador, este, faz o diagnostico da situação e inicia o atendimento no mesmo instante, orientando o paciente ou a pessoa que fez a chamada, sobre as primeiras ações. De acordo com a situação do paciente, o medico pode orientar a pessoa a procurar um posto de saúde, enviar ao local uma Unidade:
    *USA – Unidades de Suporte Avançado (UTIs móveis), usadas em casos mais graves
    *USB – Unidades de Suporte Básico
    *VT – Veículos de Transporte, são usadas em casos mais simples
    *MOTOLANCIA: Veículos de intervenção rápida. Usada para fazer um pré-atendimento.
    Ao mesmo tempo ele avisa sobre a emergência ao hospital público mais próximo para que a rapidez do tratamento tenha continuidade. Além desse serviço, realizam, também, a transferência inter-hospitalares.
    O serviço funciona 24 horas por dia com equipes de médicos (regulador e intervencionista), enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorristas, que atende as ocorrências das mais variadas natureza. Ele tem valor estratégico e tem ajudado a reduzir o numero de óbitos, o tempo de internação em hospitais e as sequelas decorrentes da falta de socorro.

    Podemos observar toda a estrutura da sede do SAMU, onde ficou evidente que as Unidades somente são uma pequena parte de toda estrutura necessária para que o serviço ocorra corretamente. A sede é composta por varias salas, almoxarifado, o centro de regulação, a garagem. Todas com grande participação para um resultado final positivo do processo.
    Dentre outros problemas, o “trote” é o que mais prejudica o serviço, são varias ligações que atrapalham o funcionamento do serviço. Segundo os próprios profissionais, com a experiência, eles já conseguem diferenciar, em alguns casos, quando é ou não o trote. Evitando assim o desperdício e ocupação do serviço em situações falsas.
    Esta visita me chamou a atenção, para a quantidade de profissionais e de estratégias de ação pré-determinadas para realização de um serviço de atendimento móvel, que aparentemente somente demandaria um telefone e uma ambulância. Com certeza não é assim. As estratégias são super importantes para a realização de um serviço de qualidade, e nesse caso, qualidade, vai determinar vida ou morte, voltar ativamente pra sociedade ou ficar incapacitado.

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  43. Ana Carolina Dantas Rosário

    Foi realizada, no dia 26 de outubro de 2012, a visita ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Primeiramente, fomos apresentados ao coordenador do Núcleo de Educação Permanente, o qual desmitificou a ideia minimizada que a maioria dos estudantes tinha sobre o SAMU.
    O atendimento pelo SAMU se dá da seguinte maneira: paciente ou solicitante disca o 192; quem primeiro atende essa ligação é o Telefonista Auxiliar de Regulação Médica (TARM), este colhe dados básicos, como nome do solicitante, queixa, local, pontos de referência; após isto, a ligação e ficha são encaminhadas ao Médico Regulador, que faz uma breve anamnese e indica uma conduta, que pode ser tomada pelo próprio paciente através de orientação, pode ser enviada uma Unidade de Suporte Básico (USB), uma Unidade de Suporte Avançado (USA), ou, até mesmo, uma Motolância. Quando a conduta é o envio de uma Unidade de Suporte Móvel, o Rádio Operador é quem realiza o remanejamento das unidades, enviando a mais próxima, o que regula o tempo de resposta. Ao chegar ao local, o médico regulador é contatado para indicar quais medidas devem ser tomadas.
    Estão disponíveis em Aracaju sete USB e três USA, sendo que uma USB e uma USA ficam no Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE). A Unidade de Suporte Avançado dota de diversos equipamentos e medicamentos, da presença de um médico, dois enfermeiros, um técnico de enfermagem e um motorista/socorrista.
    A visita foi de grande importância para entendermos que o SAMU é, na verdade, uma complexa rede integrada ao SUS, que depende também da população para o seu devido funcionamento. Foi apontado o grande número de trotes realizados, cerca de 40% das ligações atendidas, que dificultam muito o trabalho dos integrantes desta rede.

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  44. Jose Jackson Guimaraes Junior

    A última visita foi realizada no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Ao chegarmos ao SAMU fomos encaminhados à uma sala onde nos foi feita uma apresentação do que é o SAMU. Baiscamente o SAMU é um serviço de saúde, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com o Ministério da Saúde e as Secretarias Municipais de Saúde sendo responsável pela Regulação dos Atendimentos de Urgência, pelo Atendimento Móvel de Urgência da Região e pelas transferências de pacientes graves da região. Faz parte do sistema regionalizado e hierarquizado, capaz de atender, dentro da região de abrangência, todo ferido ou doente em situação de urgência ou emergência, e transportá-los com segurança e acompanhamento de profissionais da saúde até o nível hospitalar do sistema. Além disto intermedia, através da central de regulação médica das urgências, as transferências inter-hospitalares de pacientes graves, promovendo a ativação das equipes apropriadas e a transferência do paciente. O numero é gratuito e 192 funciona em qualquer lugar do país.
    O SAMU é dividido em equipes: Equipe da central de regulação composta por médicos reguladores, técnicos auxiliares de regulação médica e controladores de Frota e radioperadores; Unidades de Suporte Básico(USB) composta por técnico de Enfermagem e motorista-socorrista; Unidades de Suporte Avançado(USA) que são UTIs móveis, usadas em casos mais graves composta por médico, enfermeiro e motorista-socorrista. Além disso, também existe a MOTOLANCIA que são veículos de intervenção rápida, usada para fazer um pré-atendimento.
    O primeiro contato é feito pela TARM (Telefonista Auxiliar de Regulação Médica) com o objetivo de colher os dados necessários para encaixar no grau de urgência correto e para criar a ficha do paciente. Depois, o telefonema é passado para o médico do SAMU que avalia o caso e indica qual forma de atendimento irá ao local. As ocorrências são classificadas segundo cores: vermelho para as ocorrências de alta complexidade que necessitam de USA, amarelo para as ocorrências de média complexidade que necessitam de USB, verde para as ocorrências de baixa complexidade que necessitam de USB , azul para as ocorrências indefinidas e o preto para as ocorrências que ficam presas no sistema ou que são resolvidas apenas com uma orientação médica.
    Essa visita junto com a do caps foi uma das melhores. Eu tinha uma idéia bem diferente em relação ao SAMU. Foi interessante saber que por trás das ambulâncias existe uma estrutura bem complexa e organizada para que possam atender a população da melhor forma. Ver como é regulado o atendimento, a presença de grande número de profissionais para que esse sistema funcione, como ele é bastante integrado foi muito importante para os alunos. Todas as visitas foram muito importante pois proporcionou um aprendizado que não conseguiriamos em sala de aula.

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  45. Luciana Alice
    No dia 26 de outubro fizemos uma visita ao SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) localizado na Rua Sergipe, Bairro Siqueira Campos, no anexo ao CEMAR (Centro de Especialidades Médicas de Sergipe) em Aracaju. Ao chegarmos lá pudemos conhecer todo o sistema de funcionamento que envolve: regulação dos atendimentos de urgência, atendimento móvel de urgência da região e transferências dos pacientes graves para os hospitais. Inicialmente um telefonista treinado (TRAM) faz o registro inicial da ocorrência obtendo detalhes básicos, mas de grande importância como: localização, idade e queixa principal. É nesse momento que o SAMU enfrenta um grande problema: O trote. Eles recebem em média 17 mil chamadas por mês, sendo 7 mil destas casos de trotes, por isso, é imprescindível que haja uma conscientização da população para que isso não mais aconteça afinal, o SAMU é um serviço fundamental para a sociedade e todos um dia podem necessitar desse serviço e é bom que o atendimento móvel não deixa de atender a quem realmente precisa para atender um trote. Depois de passar pelo TRAM o telefonema é direcionado para o médico regulador que pode simplesmente orientar a vítima ou quem está ligando ou enviar a unidade móvel que pode ser uma USA (recursos e equipe avançados) ou uma USB (recursos e equipe básicos). O médico regulador envia a ordem ao rádio operador, que sabe quais ambulâncias estão disponíveis, onde elas estão localizadas. É importante que o médico tenha uma noção boa de geografia para que possa indicar a ambulância mais próxima de onde a vítima está ,visto que, a agilidade nesse tipo de atendimento é crucial para salvar a vida do paciente. Infelizmente a mídia coloca em destaque alguns pequenos casos no qual a ambulância demorou a chegar e a vítima veio a óbito, porém isso ocorre em pouquíssimos casos. O serviço funciona 24 horas por dia com equipes de médicos (regulador e intervencionista), enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorristas, que atende as ocorrências. Também tivemos a chance de conhecer a ambulância, que corresponde à parte móvel do atendimento, e pudemos ver todos os equipamentos usados em diversos tipos de atendimento inclusive um medicamento muito eficaz e caro usado em pacientes com infarto também estava presente confirmando que é uma ambulância bastante equipada. Existia a opção também da incubadora que pode ser colocada dentro da ambulância em casos de parto fora do hospital ou mesmo de transporte. A visita ao SAMU foi bastante proveitosa porque esclareceu a atuação em rede, integrada ao SUS, além de nos mostrar um papel social contribuindo com a redução dos acidentes ao sugerir a construção de ciclovias entre outros feitos.

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  46. Como última visita realizada durante o período, tivemos a oportunidade de conhecer o SAMU e toda sua rede integrada de atendimento médico de Urgência e Emergência e constatar, na prática, a importância que esse setor, integrante do Sistema Único de Saúde, possui pra todo estado e Brasil.
    O SAMU - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - conta com uma rede complexa que vai desde atendentes telefonistas, os TARMS, a motoristas, motociclistas, médicos e enfermeiros.
    O atendimento é solicitado por meio do número 192 e a população conta, a partir desse contato, com a atenção necessária para que casos de urgência sejam resolvidos. As solicitações em sua maior parte requerem a presença de ambulâncias, que nos foram também apresentadas: As USBs atendem casos de menor complexidade e contam com equipamento básico de suporte à vida. É formada por condutor socorrista e técnico de enfermagem. As USAs são equipadas com aparelhos e equipamentos semelhantes aos de uma UTI hospitalar e tem sua equipe formada por condutor socorrista, médico e enfermeiro.
    A ligação é atendida por técnicos que identificam a emergência e,
    imediatamente, transferem a ligação para o médico regulador. Esse
    profissional faz o diagnóstico da situação e inicia o atendimento, orientando o paciente, ou a pessoa que realizou a chamada, sobre as primeiras ações e aciona ambulância para atendimento quando necessário.
    Além das ambulâncias, em Aracaju, há a presença da motolância na frota de atendimento às urgências. A moto é pilotada por um técnico de enfermagem e chega mais rápido que a ambulância em localidades de trânsito engarrafado e territórios de difícil acesso.
    Muitos desafios foram apresentados como a dificuldade na regulação de casos muito gerais, sem quadro clínico claro, bem como o alto número de trotes a que o sistema está exposto.
    Fica mais do que claro como o Serviço é indispensável à população e como ele, mesmo que não seja o ideal, é essencial para que os atendimentos de urgência sejam realizados, devendo ser reconhecida a organização e complexidade na qual toda a rede está inserida.

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  47. Kleuton Santana Rabelo

    Dia 26 de outubro visitamos o SAMU( Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e lá nos foi mostrado como é complexo seu funcionamento mas ao mesmo tempo bastante organizado, desde a primeira ligação até o retorno ambulância a garagem.
    Quando a pessoa liga para o SAMU-192 ela é atendida pelo TARM( Telefonista Auxiliar de Regulação Médica) que faz regulação colhe informações como a queixa do paciente , o endereço da ocorrência , tenta se certificar de que não se trata de um trote e depois passa para o médico regulador que vai colher dados clínicos e orientar a pessoa a algum serviço de atendimento como posto de saúde ou até a chegada da unidade móvel e nesse caso designar a unidade móvel que deve ser deslocada, depois ele passa para o rádio operador que vai mandar a ambulância. O SAMU tem três tipos de unidades móveis: USB( Unidade de Suporte Básico), USA(Unidade de Suporte Avançado) e a motolância que é mais recente e tem se mostrado bastante eficaz pois chega mais rápido já que não sofre tanto com o trânsito da cidade, tivemos a oportunidade de conhecer todas as três.
    Apesar da organização há um grande prejuízo no atendimento por conta dos trotes. O SAMU recebe cerca de 17mil ligações por mês e destas 7mil são trotes, o número ainda aumenta na época das férias escolares. Esse grande quantidade de trotes aumenta o tempo de espera para o atendimento realmente necessário além do material perdido(pois os preparativos do atendimento começam antes da chegada no local) e do desgaste desnecessário das unidades móveis.

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  48. Victor de Oliveira Sousa Guimarães

    Última das visitas da disciplina ao Sistema Único de Saúde, a visita ao Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU), que ocorreu no dia 26 de outubro, trouxe a oportunidade da turma conhecer o funcionamento deste serviço que atende aos casos pelo telefone de emergência (192). Ele oferece suporte à população em casos de urgência e emergência, dirigindo-se ao local do ocorrido (guiado pelo informante do outro lado da linha) através de ambulâncias – conhecidas como USA (Unidade de Suporte Avançado) e USB (Unidade de Suporte Básico) – e das “motolâncias”, serviço que está em fase de implantação e traz uma boa alternativa para os horários de trânsito difícil. Alguns exemplos de situações para chamada do SAMU são acidentes automobilísticos, mal súbitos, traumas ou até mesmo casos de parto emergencial. A estrutura do serviço em Sergipe se baseia no modelo francês de medicina emergencista.
    O atendimento começa com os telefonistas auxiliares de regulação médica, que identificam a veracidade da ligação (já que os trotes, que possuem taxa de 40% entre o total de ligações, constituem o maior empecilho ao bom funcionamento do sistema) e preenchem dados fundamentais para o suporte como a localização detalhada da vítima (indispensável para a equipe chegar ao destino), sexo, idade aproximada, entre outros. Em seguida, a ligação é transferida para um dos médicos reguladores de plantão na central, que colhem dados clínicos, fazendo uma espécie de anamnese pelo telefone – curiosidade é o fato deste ser o único caso em que isso é permitido dentro do exercício da medicina – e instruem a vítima (ou seu socorrista) a tomar providências que devam ser tomadas de imediato. Com as informações obtidas, o médico pode definir qual equipe deve mandar para o local, de acordo com a gravidade da situação e a disponibilidade das ambulâncias. Esta não é uma decisão fácil, já que o serviço funciona em todo o estado e a designação de uma equipe avançada sem necessidade pode deixar outra vítima mais necessitada sem cuidados específicos. Na cidade de Aracaju, a frota é composta apenas por 7 USB e 3 USB, o que ainda está aquém da necessidade. Vale lembrar que o serviço é, atualmente, para todo o estado e outras ambulâncias ficam espalhadas em cidades e locais aos quais elas possam chegar no melhor tempo possível.
    Ainda existe a figura do rádio operador que, orientado pelo médico regulador, passa as informações do caso via rádio para a ambulância que se dirige ao local. Após a chegada da equipe, o regulador ainda deve receber informações, agora mais específicas (como pressão arterial, pulso, reflexos, etc) e pode entrar em contato com um hospital que possa receber a vítima, também de acordo com a sua necessidade.
    Eu acredito que esta foi a visita mais proveitosa, visto que consiste de um sistema que funciona eficientemente e envolve toda a população, sem discriminações. Infelizmente, meu grupo não pôde conhecer o interior das ambulâncias por elas estarem ocupadas no momento, mas acredito que teremos outras oportunidades ao longo do curso.

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  49. Rodrigo Mota Gomes

    O SAMU (Serviço de atendimento médico de urgência) é, talvez, o mais famoso serviço oferecido pelo SUS. Ele tem a finalidade de regular a entrada e a saída dos pacientes nos serviços de saúde, avaliar e definir o melhor tratamento para o momento, procurar diminuir os agravos à saúde da vítima proporcionando um atendimento mais precoce e encaminha seus melhores recursos priorizando a necessidade e a gravidade das solicitações.
    O atendimento pelo SAMU é realizado da seguinte maneira:
    o solicitante disca o 192; o telefonista auxiliar de regulação médica colhe dados fundamentais, como nome, queixa, telefone, local; em seguida, a ligação e ficha são encaminhadas ao Médico Regulador, que faz uma breve anamnese e indica uma conduta ou mesmo envia uma Unidade de Suporte Básico, uma Unidade de Suporte Avançado, ou, até mesmo, uma Motolância.
    O que achei importante na visita é conhecermos o SAMU que não é mostrado pela imprensa. É saber que por trás do número 192 e das ambulâncias existe um grupo de pessoas que trabalha com determinadas normas para que o serviço seja feita da melhor maneira possível e com maior agilidade. A estrutura me pareceu ainda precária, como a maioria dos outros serviços que foram visitados. Porém, a equipe ainda consegue fazer um trabalho de qualidade. Um fato muito curioso são os trotes que o 192 ainda recebe. Esse problema é o que mais prejudica o trabalho do SAMU, todavia os atendentes já conseguem reconhecer algumas ligações como trotes ou não.
    Ao termino da visita percebi que seria de muita valia apresentar para a população como funciona de fato o SAMU, para que ele possa ser utilizado da maneira correta.

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  50. Nathan Cunha de Jesus
    Realizamos no dia 26 de Outubro de 2012 uma visita ao SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) situado no bairro Siqueira Campos. Inicialmente fomos recepcionados pelo enfermeiro Roni que nos explicou todo o funcionamento do SAMU. Ele começou nos explicando que as ambulâncias (que é o que primeiro nos vem à mente quando se fala sobre o SAMU) são apenas uma pequena parte do serviço, que há todo um sistema de regulação para tentar atender da melhor forma possível as necessidades da população. Quando fazemos uma ligação para o 192 primeiro quem atende é um telefonista auxiliar de regulação médica (TARM), que é um profissional que não é da área da saúde, mas que faz um curso de regulação médica a fim de torná-lo capacitado para realizar sua função fazendo as perguntas certas e o mais rápido possível. Após colher essas informações iniciais, o TARM as coloca no sistema e encaminha a chamada para um médico regulador, que abre a página com as informações que já foram fornecidas e faz perguntas mais aprofundadas para saber qual decisão tomar. Ele pode passar instruções pelo telefone mesmo (médico nenhum pode medicar por telefone, apenas os médicos reguladores do SAMU), se o caso não for de urgência ele pode pesquisar a unidade básica mais próxima ao paciente e instruí-lo a ir até ela, ou pode também enviar uma Unidade de Suporte Básico (USB), uma Unidade de Suporte Avançado (USA) ou até mesmo a motolância (em casos em que o médico deve chegar muito rapidamente e a Unidade de Suporte demorará muito a chegar por conta do trânsito caótico de Aracaju). Minha parte da turma não teve a oportunidade de ver a USA, já que as duas tinham saído no momento em que nos seria apresentada. É importante ressaltar que o telefonista não tem o direito de desligar o telefonema em hipótese alguma, excetua-se em caso de trote, que infelizmente é algo extremamente frequente, foi dito que em 17 mil chamadas mensais aproximadamente 7 mil são trote, um número absurdamente gigantesco, que atrasa e muito o serviço, já que pessoas podem estar precisando de uma Unidade de Suporte e esta não estar na SAMU porque foi atender um trote. Isso nos mostra que para o serviço funcionar não basta o esforço dos profissionais e do governo, a população que tanto gosta de reclamar também tem que fazer sua parte.

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  51. Na última visita realizada pela turma, conhecemos o serviço de regulação do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) localizado no bairro Siqueira Campos. Com esta visita, aprendemos que o SAMU vai muito além das ambulâncias e serviço pré-hospitalar desenvolvido pelos profissionais fardados e, para ele dar certo, precisa de uma boa regulação médica.
    Quando uma pessoa qualquer realiza uma ligação para o número 192 do SAMU, o primeiro profissional a atender a ligação se chama TARM (Telefonista Auxiliar de Regulação Médica). A função dele é colher a identificação básica do paciente: nome da vítima, nome do solicitante, queixa principal, localização e pontos de referência, além de um telefone para contato. Esse profissional não precisa ser da área da saúde, ele precisa de uma capacitação para executar rapidamente essa função e colher os dados necessários. Em casos de trote, esse profissional já encerra a ligação. Em seguida ele direciona a ligação para algum dos médicos reguladores que esteja disponível. Esse profissional, por sua vez, deverá colher a história de forma resumida e direcionada tentando identificar a gravidade da situação. Alguns pontos-chave são: o paciente está consciente? O paciente respira? Possui alguma doença? Tendo essas informações em mente, o médico regulador irá optar pela melhor forma de atendimento, que pode variar desde uma orientação de conduta a ser tomado pelo próprio solicitante, até a mobilização do Suporte Avançado de Vida (USA), Suporte Básico de Vida (USB) ou motolância até a vítima. Logo após essa decisão, o médico regulador passa a chamada para um terceiro profissional, que são os RO (radio-operadores), que definirão qual unidade de atendimento requisitada pelo médico regulador (USB, USA, motolância) que está mais próxima do local do atendimento.
    Uma inovação recente e importante do SAMU é a inclusão das motolâncias nas opções de atendimento. É uma forma mais rápida do primeiro atendimento chegar à vítima e é acionada principalmente em casos de pacientes inconscientes, possivelmente vítimas de PCR. O início precoce das massagens cardíacas externas é fundamental na sobrevida do paciente e, por isso, a resposta a implantação das motolâncias no sistema foi positiva.
    Vale ressaltar o elevado número de trotes que o SAMU recebe mensalmente, demonstrando que a população ainda não foi educada para usufruir do serviço. Os trotes ocupam profissionais na linha telefônica e prejudicam alguém que realmente precise do serviço.
    Tendo em vista o que foi relatado, percebe-se a importância da regulação médica no bom funcionamento dos serviços prestados pelo SAMU. A regulação médica é a garantia da equidade de atendimento nos serviços pré-hospitalares e de urgência, garantindo que os recursos mais complexos sejam utilizados pelos pacientes mais graves. Vale ressaltar o elevado número de trotes que o SAMU ainda enfrenta, demonstrando a imaturidade de parte da população em não valorizar um serviço tão importante.

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